09.09.2011 | 13h00


CIDADES

Unidade não atende pacientes em estado grave, afirma Sindicato

INARA FONSECA   10h30
DA REDAÇÃO

A presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed/MT), Elza Luiz de Queiroz, denunciou nesta manhã (09) ao RepórterMT a situação caótica que se encontra a saúde de Várzea Grande. Além do sucateamento do Pronto Socorro da cidade, a presidente atentou para o fato de que a inauguração do tão aclamado Hospital Metropolitano não contribuiu para melhoria da saúde na cidade industrial.

"A condição no Pronto Socorro é calamitosa e no Metropolitano só querem pacientes que não estejam doentes. Se tiver febre, se tiver uma ferida, se tiver qualquer problema que possa gerar complicação, mandam a pessoa de volta pra casa. Pra que serve, então, os dez leitos de UTI?", questionou Elza Luiz.

De acordo com a presidente do Sindimed, um dos principais problemas do Metropolitano é que o complexo hospitalar não atende a população de fato. "Nem mesmo quem era contra a entrega da saúde para OSS (Organizações Sociais de Saúde) esperava que a coisa ocorresse de forma tão imoral. Em todos os meus anos de profissão, nunca vi um hospital selecionar pacientes para entrar", afirmou indignada Elza Luiz.

Com um investimento de R$ 31,3 milhões, valor do contrato firmado entre o governo do Estado e o Instituto Pernambucano de Assistência à Saúde (Ipas) que administra o complexo, o Metropolitano realizará apenas 250 cirurgias em setembro, conforme anunciou hoje (09) o secretário de Saúde do Estado Pedro Henry.

Segundo dados do sindicato, mesmo sem estrutura, o Pronto Socorro de Várzea Grande realizou aproximadamente 12 mil atendimentos no mês de agosto. Na unidade faltam medicamentos, não há centro cirúrgico, entre outros.

"O hospital está todo desestruturado. É um milagre ele conseguir atender tantos problemas", afirmou a presidente do Sindimed.

Nesta manhã (09), líderes de bairro, vereadores de Várzea Grande e representantes do Sindimed estão reunidos com a diretoria da Fundação de Saúde de Várzea Grande (Fusvag) para discutir a atual gestão do Pronto Socorro da cidade industrial. De acordo com a presidente do Sindimed, uma campanha para salvar o complexo hospitalar está sendo idealizada.

Na próxima terça-feira (13), às 15h, o sindicato se reunirá na Assembleia Legislativa com os deputados para debater o tema.

 











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