27.09.2011 | 10h05


CIDADES

UFMT ameaça romper convênio com estudantes africanos

MAYARA MICHELS    17h06
DA REDAÇÃO

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) poderá suspender o convênio com os estudantes de Guiné-Bissau. A afirmação é de uma aluna que faz intercâmbio, que participou durante toda tarde de hoje (26) de um ato de repúdio contra o assassinato do africano Toni Bernardo da Silva, 27 anos, ocorrido na noite da quinta-feira (22).

A estudante disse a todos os presentes que mediante reunião com a Reitoria da Universidade, a intenção é encerrar o Programa de Intercâmbio oferecido pelo Governo Brasileiro aos jovens da África. Em Cuiabá, 13 africanos são bolsistas do programa e residem em uma casa alugada no Bairro Boa Esperança.

A reitora Maria Lúcia Cavalli, justificou dizendo que a UFMT apenas suspendeu o convênio para que seja avaliado. "Os estudantes estão vivendo em situação precária e com poucos recursos para sobreviver. Apenas suspendemos para avaliar essas bolsas com o governo federal, porque não queremos que eles fiquem nessas condições", argumentou a reitora.

Os bolsistas dividem agora a dor da perda de um amigo e o medo de serem extraditados ao País de origem.

A embaixadora de Guiné-Bissau no Brasil, Eugénia Saldanha Araújo, deve chegar à Cuiabá na manhã desta terça-feira (27), para acompanhar os trâmites legais para o traslado do corpo do estudante, que terá custo médio de R$ 30 mil. Os bolsistas estão ansiosos pela chegada de seus representantes.

Desmaio

Durante o discurso, duas estudantes se exaltaram gritando e repudiando a morte de Toni, na qual passaram mal durante o manifesto. Elas tiveram que serem socorridas por uma ambulância e encaminhadas para o Hospital Júlio Muller. Foram atendidas e passam bem.


Confira: Estudantes passam mal durante protesto contra morte de ex-aluno da UFMT











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