18.07.2011 | 08h58


CIDADES

Transplantados podem perder orgãos por falta de medicamentos em MT

MAYARA MICHELS 8h00
DA REDAÇÃO

Após diversas denúncias de falta de medicamentos, o Secretário do Estado Pedro Henry (PP), confirmou o problema e assumiu o caos existente na distribuição de remédios de alto custo em todo o estado. Depois de passarem meses na fila de espera, pacientes que conseguem um transplante, podem voltar a estaca zero se a situação não melhorar. Os remédios de alto custo são fundamentais para evitar a rejeição do novo órgão, porém, sumiram das prateleiras da farmácia de alto custo em Cuiabá, a única de MT.

Henry garantiu que, em menos de 90 dias, o Instituto Pernambucano de Assistência à Saúde, contratado para gerenciar o estoque e a entrega dos medicamentos, irá solucionar o problema.

Para o ginecologista obstetra, Daltro Ferreira, a falta do medicamento pode fazer o paciente voltar na estaca zero e recomeçar todo o tratamento. "É o medicamento que faz o organismo aceitar o novo órgão. O paciente fica refém e terá que tomar por toda vida. Caso venha a faltar o medicamento, o corpo pode rejeitar. O novo órgão para de funcionar, fazendo que volte com as hemodiálises no caso de transplante de rins", explicou o médico.

Neste momento o estado realiza treinamento e mudanças nos sistemas e no estoque de armazenamento dos remédios. Para Henry, as mudanças irão atender todos os mato-grossenses. "Sei que a população do interior padece com essa distancia, pois não tínhamos um sistema para dar cobertura a todos com agilidade", afirmou Henry.

O novo sistema de distribuição do remédio será feito pela internet. O paciente vai pedir a solicitação do medicamento em uma das 16 unidades, existentes no estado, depois irá aguardar um prazo pequeno de resposta, até que o medicamento seja entregue. Estoques serão armazenados na unidade para que o paciente não espere por meses a próxima dose.

Para a jovem de Sinop, Daniele Heberl, que necessita de medicamento de alto custo disse qua a dificuldade de encontrar o remédio atrapalha a recuperação. "Temos que viver nos humilhando para ter direitos. Ninguém respeita isso", denunciou.

Em MT existem 23 mil pessoas cadastradas que recebem os medicamentos de alto custo fornecidos pelo Estado. Apenas uma Farmácia de Alto Custo existente em Cuiabá e atende todo o estado. procuradores vêm até a capital, com documentos requisitando medicamentos para os pacientes do interior.

Com a terceirização da distribuição, além da Capital, outros 15 municípios passaram a ser centrais de distribuições dos remédios e assistências farmacêuticas.

São eles: Rondonópolis, Barra do Garças, Cáceres, Juína, Porto Alegre do Norte, Sinop, Tangará da Serra, Diamantino, Alto Floresta, Juara, Peixoto de Azevedo, Água Boa, Poste e Lacerda, Colíder e São Felix do Araguaia.

No ano passado o estado gastou R$ 70 milhões com medicamentos de alto custo, fornecidos para hospitais e para pacientes cadastrados. O repasse feito pela Secretaria de Estado de Administração, passou a ser administrado pela Secretaria de Saúde do Estado, devido a isto, Henry encomendou uma pesquisa, passa saber detalhadamente qual o valor que será repassado para os hospitais, e para empresa que irá entregar os medicamentos à população.


 











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