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12.07.2011 | 09h01


CIDADES

Sobrevivente de queda não se lembra do acidente

MAYARA MICHELS    8h00
DA REDAÇÃO

Apesar das notícias ruins na vida da jovem que sobreviveu a uma queda de 75 metros de altura, quando seu marido perdeu o controle de um caminhão, que caiu no penhasco do Portão do Inferno, a moça se recupera muito bem, segundo os médicos. Ariane Nogueira Rabelo, de 23 anos, que não se recorda do acidente, está sendo informada aos poucos do ocorrido, pela família. Nesta semana, foi informada que a filha de 2 meses de vida, que estava com ela no caminhão, morreu no acidente.

A emoção foi grande, mas devido o apoio da família, Ariane não perdeu as esperanças de viver. A jovem evangélica tem outro filho, de 2 anos, que a visita na enfermaria do Hospital Universitário (HGU), onde está internada. A jovem ainda não sabe que também perdeu o marido. 

Em entrevista ao RepórterMT, a mãe de Ariane, Eliane Rabelo, contou que a filha está consciente, porém, tem dificuldades para andar, mas segundo os médicos, em 6 meses de fisioterapia, ela não terá mais problemas. "Ela pergunta muito pelo marido. Temos medo dela não querer mais viver caso contemos a verdade. Falamos que ele está em tratamento em outro hospital", contou a mãe.

Para o irmão de Ariane, Marcos Rabelo, a ocultação da tragédia é apenas para prevenir a irmã, e o sobrinho de 2 anos, filho de Ariane. "Ela ainda tem uma cirurgia para fazer e um filho pequeno que precisa da mãe. Conversamos com os médicos e psicólogos, e ficou definido que vamos contar para ela ainda aqui no hospital, na semana que ela terá alta", disse o irmão.

A família agradece as orações feitas pela recuperação e afirmou que a jovem assim que estiver recuperada irá se pronunciar para agradecer as torcidas positivas. "Somos evangélicos e confiamos em Deus. Ele faz tudo na hora certa, não era a hora dela, então ela se tornou um milagre em nossas vidas", desabafou a mãe.

ENTENDA O CASO

O caminhão em que Ariane estava caiu em um precipício na localidade conhecida como Portão do Inferno, no dia 4 de junho, na rodovia que liga Cuiabá à Chapada dos Guimarães. Ela sobreviveu a uma queda de 75 metros de altura. O esposo e a filha de dois meses e meio, que também estavam no veículo, morreram na hora.

Segundo o Delegado Policia Civil de Chapada dos Guimarães, João Bosco, que investiga o caso, tudo indica ter sido falha humana. Ele aguarda o pronunciamento das testemunhas do acidente. "Teremos que aguardar a moça que está ainda em tratamento médico, para concluirmos o inquérito e confirmarmos mesmo se houve falha humana para continuar nossa investigação", disse.

 











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