08.06.2011 | 19h17


CIDADES

Sintep mobiliza professores para ato "sem propostas"

MAYARA MICHELS 18h02
DA REDAÇÃO

Cerca de 100 profissionais da educação se reuniram na Praça Santos Dumont na tarde de hoje (8), para um ato público em protesto contra os baixos salários e condições de trabalho. A mobilização durou cerca de duas horas, mas nada foi decidido em relação à greve que começou na segunda (6). Um novo ato público foi marco para a tarde desta quinta-feira (9). Professores que participaram reclamaram ao RepórterMT sobre a falta de definições do Sintep.

Uma professora em estágio probatório, que vamos identificar apenas como Roberta, por razões obvias, afirmou que os servidores foram convocados para realizar a programação de atividades da semana e discutir propostas dos servidores mas o sindicato não acatou nada. "Ouvimos muitas músicas e não decidimos nada. Argumentos foram discutidos entre os servidores, mas o sindicato não aceitou nenhum", revelou a professora.

O professor Robson Sireci infomou que a mobilização é para tentar paralisar os trabalhos nos 2% de escolas estaduais que não aderiram à greve e fazer pressão no governo. "Estamos pedindo há quase dois anos o piso de R$ 1.312 e o pagamento da hora-atividade, o governador marcou uma reunião com o sindicato, mas não compareceu", revelou Sireci.

Segundo a presidente do Sintep Subsede de Cuiabá, Helena Bortolo, 98% das escolas paralisaram suas atividades em Cuiabá. "Esse ato público é simbólico apenas para discutir a programação e decisões entre todos", afirmou.

Greve

Os professores entraram em greve, após uma assembleia no último dia 30, onde decidiram paralisar as aulas por tempo indeterminado. Em Mato Grosso são 724 escolas estaduais em 82 cidades.

A reivindicação é pelo piso nacional, pois não concordaram com o aumento de 10% que o governo aprovou na semana passada. A categoria pede por 60%.

A Secretaria de Educação já havia oferecido uma proposta de 10% de reajuste, mais 3% em dezembro, e o Piso Salarial em abril de 2012. Proposta que não foi aceita pelos profissionais da educação.

Enquanto isso, os mais de 100 mil alunos da Capital ficam sem aulas e podem ter o ano letivo comprometido caso o movimento não termine nos próximos dias.











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