20.06.2011 | 11h47


CIDADES

Sindicalista chama Silval de "mentiroso"

FERNANDA LEITE        09h54
DA REDAÇÃO

Os professores da rede estadual de ensino continuam em greve por tempo indeterminado alegando que o governador Silval Barbosa (PMDB) recusou a proposta da categoria, que exige o piso nacional de R$ 1.312,00.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Gilmar Soares Ferreira, o governador Silval declarou que já cedeu o máximo que poderia, ofertando uma contraproposta. "É uma mentira. Ele não tem respeito com a categoria e com a população. Para uma melhor produtividade e melhoria na educação tem que haver uma valorização da categoria", observou Gilmar.

Hoje (20), os manifestantes se reúnem na Secretaria de Educação do Estado-Seduc, em ato de protesto e, em seguida, iniciarão um acampamento na Praça Ulisses Guimarães, na Avenida do CPA.

Neste final se semana, o governador Silval sofreu um ato de repúdio dos servidores da saúde em Pontes e Lacerda. Os manifestantes vaiaram, empunhando faixas e cartazes. O protesto foi realizado pela sub-sede do Sintep da cidade.
Na quarta-feira (22), a categoria realizará uma vigília em frente ao Palácio Paiáguas, em ato de repúdio, para chamar a atenção das autoridades.

Enquanto o impasse continua, cerca de 90% das escolas estão fechadas, e mais de 400 mil alunos permanecem sem aula desde o dia seis deste mês.

O governo apresentou, há alguns dias, uma proposta de implementação gradativa do piso salarial de R$ 1.312,00 até abril de 2012, que foi rejeitada. Depois, em nova tentativa, propôs o valor imediato, apenas para os professores de nível médio, enquanto os demais começariam a receber o piso somente a partir de dezembro de 2011. A proposta beneficiaria somente 94 professores e 930 trabalhadores.

 

 











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