20.07.2011 | 19h41


CIDADES

Silval dá R$ 100 de aumento e vai acionar Justiça para conter greve na Civil

FERNANDA LEITE    10h50
DA REDAÇÃO

Após a decisão tomada ontem (19), pelos investigadores e escrivães da Polícia Civil de Mato Grosso, em retomar a greve suspensa na última semana, o governador Silval Barbosa (PMDB) disse que, se o movimento não acabar, irá acionar os grevistas na Justiça e pedir ilegalidade.

"Não vamos acatar a proposta dos policiais porque o Estado não suporta. O que poderia ser feito já foi, não podemos é inviabilizar a folha de pagamento; faremos só o que está ao nosso alcance", disse.

O governador disse que não pode obrigar a categoria a trabalhar e por isso espera que os grevistas cumpram a lei dos 30%. "É um direito deles reivindicar, a segurança é primordial, mas não posso fazer com que eles trabalhem à força", justifica o governador.

Os investigadores e escrivães ficaram indignados com a proposta encaminhada por e-mail pela Secretaria de Administração (SAD/MT) na tarde da segunda-feira (18) em que foi ofertado aumento de R$ 100. Em assembleia, a categoria decidiu radicalizar e até mesmo invadir a Arena Pantanal e paralisar as obras foi proposto.

A contraproposta do governo para salário inicial de investigadores e escrivães é de R$ 2.365 para dezembro R$ 2.460 em dezembro. Já para a classe e considerada a mais elevada, os valores passariam de R$ 6.231 para R$ 6.321. Em maio do ano que R$ 6.854. Já para os iniciantes, em maio passaria para 2,7 mil.

Para 2013 foram oferecidos R$ 2.976 e R$ 7.539, respectivamente. Já em 2014, recomposição com vencimentos iniciais de R$ 3.274 e finais de R$ 8.293. A categoria recusa os valores e exige o aumento imediato de salário inicial para R$ 3.460 e final de R$ 10,9 mil.

Em seis meses de governo Silval vem enfrentado uma onda de greves. Além da Polícia Civil, servidores da SEMA, DETRAN e professores da rede estadual de ensino, constantemente paralisam os serviços por causa de reajuste.

Hoje, o presidente do Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil e Agentes Prisionais do Estado de Mato Grosso (Siagespoc), Cledison Gonçalves da Silva, não atendeu e nem retornou as ligações.


 











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