09.06.2011 | 13h29


CIDADES

Servidores em MT acusam governo de aplicar dinheiro dos salários no PAC

LARISSA MALHEIROS  12h11
DA EDITORIA

Os servidores da Justiça Federal em Mato Grosso aderiram à greve nacional da categoria por tempo indeterminado. As informações são que 1.100 servidores em MT, em 51 municípios paralisam o trabalho, mantendo o atendimento emergencial através das equipes de plantão. A categoria, embasada nas reivindicações, afirma que o governo Federal quer congelar o salário dos servidores para aplicar a diferença não reajustada nas obras da copa do mundo e no Programa de Aceleração do Crescimento (Pac).

Neste caso, pedem que o governo desarticule o projeto que congela o salário dos servidores federais até 2020. Proposta que já teria sido aprovada pela Comissão de Finanças e até pela presidenta Dilma Rousseff. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhos do Poder Judiciário do Mato Grosso, Pedro Aparecido de Souza, o projeto tem inteiramente o objetivo de manter o mesmo salário dos servidores que também brigam pela aplicação da inflação de 2006 sobre o investimento básico, ou seja, 30% sobre o vencimento atual. "Estamos buscamos duas reivindicações de nosso direito. Em relação ao congelamento do nosso salário, só tem uma verdade, o governo Federal não tem mais dinheiro para custear as obras da copa, por este motivo, vão pegar essa diferença que seria nosso reajuste e aplicar nas construções", exclamou o presidente.

O Servidor Walderson de Oliveira, de Rondonópolis, disse que a situação da Categoria exige a construção de uma Greve forte. "Estamos correndo o risco de ter "zero" de reposição de perdas salariais, e até mesmo o relator do Plano de Careira dos Servidores (PCCs) , Roberto Policarpo, chamou a atenção, durante a última Plenária Nacional da Fenajufe, para a necessidade da Greve e da mobilização das bases", disse ele.

A greve do setor começou no estado no último dia 07, e na Bahia deu início no dia 1 de junho. Porém em Brasília 23 mil servidores encontram-se em greve desde o dia 18 de maio.A previsão é que até o final da semana, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais entrem no protesto.

Já no próximo dia 16 a categoria irá para Brasília participar de uma grande manifestação em frente ao congresso. Na ocasião vão apresentar oficialmente as reivindicações.

 

 

 

 











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