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16.06.2011 | 10h16


CIDADES

Secretário de Saúde teria pedido demissão para Galindo

LARISSA MALHEIROS   8h51
DA EDITORIA

Após quase três meses de gestão da Secretaria Municipal de Saúde, o médico Antônio Pires não aguentou a pressão e teria pedido demissão, na semana passada, para o prefeito Chico Galindo (PTB). As informações são de assessores ligados à pasta, destacando que Galindo solicitou ao amigo que aguardasse até conseguir um substituto. A saída ainda não teria data para acontecer, mas as fontes revelam que Pires pretende voltar logo para São Paulo.

O sistema de Saúde na Capital vem vivendo um dos maiores desgastes dos últimos 20 anos. O início do ano começou com os olhares voltados para a superlotação do Pronto Socorro de Cuiabá e as filas imensas nas portas das policlínicas. Já naquele momento, a prefeitura de Cuiabá teria solicitado ao ex-secretário Maurelio Ribeiro que reduzisse o número de funcionários com mil demissões. Na ocasião Ribeiro não aguentou a pressão e deixou a pasta mais polêmica do município.

A carta de demissão de Maurelio demorou dois meses para ser assinada pelo prefeito Chico Galindo que, "necessariamente", estava negociando a vinda de outro gestor, no caso, Pires,   médico pediatra e neonatologista da cidade de Bauru-SP.

Ao assumir a pasta, o pediatra teve que enfrentar diversas crises, além das outras que virariam rotina na unidade. Pires começou sua gestão montando um "comitê de crises" que, pelo jeito, não deu certo. Logo em seguida, enfrentou sua primeira grande crise:  funcionários do Pronto Socorro foram denunciados pelo Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO), por estarem realizando vendas de lugares na fila do Sistema Único de Saúde (SUS), para realização de cirurgias, e também por desvio de medicamentos da unidade.

O secretário se reuniu com Galindo e resolveu afastar o diretor do PS pensando estar resolvendo o problema. Porém, vieram outros percalços, como as mortes por falta de medicamentos, por falta de acomodação, por falta de atendimento, por falta de equipamentos, entre outras, que foram de amplo conhecimento da sociedade, inclusive destaque nacional. 

Outra situação marcante ficou por conta da greve dos médicos anestesistas, e a falta de transferência dos pacientes do PS por falta de pagamento do convênio hospitalar. Além disso, Pires teve que enfrentar a demissão de mais de 600 funcionários, que ficaram desempregados depois de anos de contribuição com o órgão público. Há dois anos ele foi responsável pela consulta que originou o corte de insalubridade dos servidores da Saúde no município.

O fato é que Pires não acreditava que a situação de Cuiabá era de extrema complexidade. Confiando em Galindo e na nova estrutura da área verde do PS, continuava com a mesma versão. "Temos que fazer uma avaliação sobre todo sistema... etc.. etc".

Frente aos problemas, o secretário viaja semanalmente para São Paulo para dar aulas. Além de receber criticas diárias da imprensa, o secretário não consegue ter boa comunicação nem com seus funcionários, que o chamam pelo nome de "general". No mês de abril, teria chamado alguns servidores do PS de preguiçosos e incompetentes.

Aparentemente frustrado, Pires não consegue ter um bom relacionamento para manter-se numa pasta política. Com isso, tem demonstrado desânimo e pouca verbalização com seus servidores.

 











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