05.07.2011 | 12h01


CIDADES

Registrados 42 casos de raiva em rebanho de Mato Grosso

A proliferação de focos da raiva em bovinos e equinos de Mato Grosso pode criar a obrigatoriedade da vacinação contra a doença no estado. Atualmente os produtores mato-grossenses são obrigados a comprovar a imunização do rebanho somente contra a aftosa e a brucelose. Mas os técnicos do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso e do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estudam a possibilidade de incluir a antirrábica na tabela permanente de vacinação dos animais mato-grossenses.

Até o momento foram encontrados 42 focos de raiva no estado. A quantidade pode superar o índice obtido em todo o ano passado, de 62 focos, se não houver a prática de medidas eficazes que eliminem a doença. "Estamos trabalhando para que isso não ocorra", conta o coordenador do controle de raiva dos herbívoros do Mapa, Donizeti Mesquita. Segundo ele, além da vacinação no rebanho próximo ao foco da doença outra técnica é a eliminação dos animais transmissores, que são os morcegos. A ação é autorizada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A coordenadora de defesa animal do Indea, Daniella Soares Almeida, ressalta que a obrigação de vacinar o rebanho contra raiva pode ocorrer unicamente nas regiões mais afetadas, no Vale do Araguaia. Nesta área, ocorreram 11 focos, sendo seis em Ribeirão Cascalheira, três no município de Barra do Garças, um em Querência e outro em Cocalinho. "A portaria que estabelece essa obrigatoriedade pode ser publicada nos próximos dias. Estamos averiguando junto com o Mapa essa possibilidade", afirma.

A médica veterinária coordenadora de projetos da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Millena Vandoni, justifica que obrigar o produtor a vacinar o rebanho contra raiva vai gerar um custo extra, porém necessário. Ela avisa que os prejuízos são de saúde pública e financeira. A raiva é transmissível ao homem e não tem cura. Economicamente, a doença pode criar barreiras na comercialização da carne produzida em Mato Grosso.

Alerta

O coordenador de defesa do Mapa explica que a doença pode atingir bovinos, bubalinos, equidios, suínos, ovinos e caprinos. Segundo ele, o produtor deve ficar atento a qualquer modificação de comportamento dos animais ou se possuem marcas das mordidas do morcego. Essas características devem ser comunicadas ao órgão de defesa animal.

 











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