02.01.2011 | 08h10


CIDADES

Regimento eleitoral da classe cultural causa polêmica no meio artístico

ROBERTA DE CÁSSIA
DA REDAÇÃO

Nem bem acabou de ser publicado no Diário Oficial do dia 11 de novembro de 2010, o Regimento Eleitoral/Resolução n° 038/2010, para eleição do Conselho Estadual de Cultura, já causa polêmica na classe artística.

Algumas lideranças discordam das exigências do regimento e entraram com ação na Justiça pedindo a anulação dessa resolução. Mas segundo a diretoria do Conselho, não foi acatado e o regimento continua valendo.

"O regimento veio para organizar o processo eleitoral e garantir que os sete membros do conselho sejam escolhidos por representantes da classe artística e não mais por qualquer pessoa que era eleito delegado, mas não era do nosso meio", defende o atual presidente do Conselho Estadual de Cultura o cantor e produtor Jhonny Everson.

Segundo o regimento, entende-se por integrante da classe artística, para os fins de participação no processo eleitoral, o produtor cultural, pessoa física com comprovada atuação cultural.

Ao preencher o Requerimento de Cadastro, os interessados a votar precisam comprovar sua atividade com cópia do RG, cópia do CPF; currículo detalhado de atividades como produtor cultural ou dirigente de entidade cultural, acompanhado de comprovação (para os fins de participação no processo eleitoral, a comprovação do currículo artístico cultural deverá ser feita através de clippings, reportagens, revistas, jornais, publicações, folders, cartazes, fotos, vídeos) e comprovante de residência e domicílio em Mato Grosso há no mínimo 24 meses e outro comprovante referente ao endereço atual.

A eleição será acontece em março para o biênio 2011/2013, onde serão eleitos 07 membros titulares da classe e 07 membros suplentes representantes da classe artística e da Secretaria de Cultura de Mato Grosso.

Com o Regimento, agora os candidatos a delegado terão que preencher um cadastro até 10 de janeiro em formulário próprio disponível no site da Secretaria de Estado de Cultura-SEC e entregar em duas vias com documentos que comprovem que realmente desenvolve atividades no meio artístico.

"Nossa intenção é certificar que tanto no interior quanto aqui na capital os delegados que irão votar na próxima diretoria garantam uma gestão clara e organizada que não sirva a alguns interesses, mas de toda a classe. Já que o Conselho tem como função fiscalizar, normatizar, consultar e deliberar sobre os recursos para projetos artísticos e culturais", completa Jhonny.

 

 











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