11.03.2011 | 21h12


CIDADES

"Carnaval de Cuiabá fica pior a cada ano", lamenta ex-Rei Momo

SANDRA CARVALHO     20h00
ESPECIAL PARA O REPÓRTERMT

O ex-Rei Momo e um dos foliões mais tradicionais de Mato Grosso, Benedito Rubens lamenta que a festa de Carnaval de Cuiabá esteja cada vez pior e perdendo espaço para pequenos municípios do interior. Na terça (08), no desfile dos blocos e escolas de samba no bairro do Porto, Bendito se emocionou a relembrar os carnavais de outrora.

Ele observa que não existe mais nem as matinês para as crianças nos clubes e nem os animados bailes de carnaval para os adultos. "Tínhamos o Clube Dom Bosco, o Sayonara, o Clube da Caixa", recorda o folião, enfocando a concorrência que havia entre os clubes para ver quem fazia a melhor festa de carnaval. "O próprio bloco Imprensando Bebum levava para a rua o pessoal da imprensa sempre enfocando algum problema social", observa.

"Dito" Rubens lembra ainda que até a passista Piná, do Rio de Janeiro, chegou a desfilar pela Mocidade Independente Universitária e que Joãozinho Trinta esteve aqui com a escola de Samba Viradouro. "O pessoal da Mangueira também nos visitou", acrescenta o folião inveterado, sempre com grande energia e alegria para a festa.

Como ex-Rei Momo, ele conta que no seu reinado rei e rainha tinham várias atividades durante o carnaval e uma delas era percorrer os clubes nas matinês e nos bailes, levando alegria e provocando a reverência dos foliões. "Nós desfilávamos em carro aberto, com toda a pompa que tínhamos direito e isso tornava o nosso carnaval muito mais original", frisa.

"Hoje o Rei Momo e a Rainha do Carnaval não têm nem lugar apropriado para ficar na avenida", diz Dito Rubens, lamentando que a prefeitura tenha acabado com o tradicional Baile da Cidade.

Para ele, é preciso resgatar o carnaval cuiabano, antes que ele deixe de existir literalmente. Defende a criação de espaços culturais para a realização de oficinas destinadas a crianças e jovens carentes e ainda parcerias com as escolas de samba e blocos para que desenvolvam atividades durante o ano todo e cheguem muito mais organizadas no carnaval, sem ficarem totalmente dependentes do mísero recurso repassado pela prefeitura para a realização do desfile. E que os blocos e escolas se organizem como empresas, se profissionalizem para não ficarem dependendo apenas de recursos públicos.

 











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