alexametrics
18.05.2011 | 20h11


CIDADES

Psicólogos criticam "entrega" de unidades de saúde mental para OSS

INARA FONSECA  15h
DA REDAÇÃO

No dia nacional da luta antimanicomial (18) o Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso (CRP-MT) e o Fórum Intersetorial de Saúde Mental de Mato Grosso criticaram a entrada das Organizações Sociais de Saúde (OSS) na Saúde Mental. Segundo o Fórum, o Governo investe cerca de R$ 24 milhões nas chamadas comunidades terapêuticas que, na verdade, são OSS.

Para o Conselho, a entrada das Organizações Sociais na administração de unidades hospitalares e na saúde mental não é a solução. "A saúde é um direito público, é preciso que o Estado invista em projetos públicos e no SUS (Sistema Único de Saúde) para que não haja precarização", afirmou Luiz Guilherme Araujo Gomes, vice-presidente do Conselho Regional de Psicologia de MT.

O Fórum também denuncia a falta de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) na capital e atendimento para emergências psiquiátricas nos Hospitais Gerais. Atualmente, Cuiabá conta com cerca de cinco Centros. "Hoje os CAPS atendem aproximadamente 600 mil pessoas, mas têm capacidade para 200 mil ou até menos", disse Luiz Guilherme.

Outra preocupação é referente ao processo de judicialização da saúde mental. De acordo com o Fórum, centenas de pessoas têm chegado ao Pronto Atendimento psiquiátrico do Adauto Botelho com mandado de internação pela falta de atendimento devido na rede psicossocial.

"Os serviços ainda estão precários por falta de respeito aos profissionais e usuários do serviço de saúde mental. Recursos para trabalhar existem no Estado, o que falta é vontade política para isso", ressaltou Daniela Bezerra, dirigente do Fórum.

Na manhã desta quarta-feira (18) o Fórum e o Conselho se reuniram na Câmara Municipal de Cuiabá juntamente com o vereador Lúdio Cabral (PT) para discutirem o serviço público de saúde mental oferecido por Cuiabá.

Dia da Luta Antimanicomial

Para celebrar o Dia da Luta Antimanicomial estudantes de psicologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e o Fórum Intersetorial de Saúde Mental de Mato Grosso fizeram manifesto na tarde desta quarta-feira (18) na Praça Alencastro.

Os manifestantes reivindicam melhoria qualitativa e quantitativa nos serviços de saúde mental públicos. "É preciso o aumento dos CAPS, melhora na infra-estrutura da saúde ambulatorial e profissionais treinados para atender os pacientes", disse Luciana Boiteux, do Fórum.

 











COMENTÁRIOS

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

TV REPÓRTER

INFORME PUBLICITÁRIO

Bebe Prime