01.09.2011 | 09h33


CIDADES

Professores e alunos protestam por melhorias no Instituto Federal (IFMT)

INARA FONSECA  16h00
DA REDAÇÃO

Estudantes, técnicos e professores do Instituto Federal de Educação de Mato Grosso (IFMT), antiga Escola Técnica Federal, saíram às ruas, na manhã desta quarta-feira (31), em protesto a favor de melhorias na educação. Em Mato Grosso, 90% dos campi estão sem aulas. Ao todo, aproximadamente 12600 alunos e 2 mil profissionais da educação estão paralisados desde o começo da greve há 16 dias. Apenas o campus de Pontos e Lacerda está em plena atividade. No Brasil, 50% das técnicas federais estão em greve.

Dentre os principais motivos da greve estão a falta de infraestrutura básica de funcionamento de várias unidades e aprovação dos projetos de leis (PL) referentes ao plano de carreira docente e ao plano de carreira dos cargos técnico-administrativo em educação (PCCTAE).

De acordo com Alenir Ferreira, presidente do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica e Profissional (Sinasefe), nos últimos anos o governo federal expandiu o número de escolas, entretanto, não investiu proporcionalmente na estrutura dos campi. Faltam técnicos, professores e alguns campi funcionam com prédios emprestados.

"Não somos contrários a expansão do ensino. Mas, o governo expandiu e não investiu. Antes tínhamos apenas três campi (Cuiabá, São Vicente e Cárceres), hoje temos 11. A folha orçamentária aumento, a unidade de Cuiabá se viu obrigada a dividir o investimento que recebia para ajudar as demais prejudicando a estrutura. Faltam principalmente servidores", afirmou Alenir Ferreira.

A marcha teve início no portão do IFMT, às 9 desta manhã (31), e terminou na Praça Ipiranga. Na última sexta-feira (26), o governo firmou um acordo emergencial com o Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) e com o Proifes (Fórum de Professores das Instituições Federais de Ensino Superior) de reajuste de 4%. Apesar do fato, o IFMT não suspendeu a greve pois o reajuste não atende a categoria dos técnicos.

"Nossa movimento incluiu docentes e administrativos. O acordo que foi feito com o Andes e o Proifes é um acordo para docentes. Então, se pararmos o movimento sem uma conversa, estaríamos deixando de lado uma parte da categoria", explicou Alenir Ferreira.

Crescimento

O programa de expansão dos institutos federais prevê a criação de mais 180 mil vagas no Brasil. Em 2008, as escolas técnicas contavam com 178 campi em todo país. Em 2010, o número aumento para 354.

 











COMENTÁRIOS

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

TV REPÓRTER

INFORME PUBLICITÁRIO