27.06.2011 | 18h35


CIDADES

Professores desafiam juiz e mantêm greve em MT

FERNANDA LEITE  16h10
DA REDAÇÃO

Após a decisão do desembargador José Tadeu Cury, que através de liminar pôs fim à greve na Rede Estadual de Educação, os profissionais da educação decidiram na tarde de hoje (27), em votação unânime, que a greve será mantida por tempo indeterminado. A multa diária pelo descumprimento é de R$ 50 mi por dia. A direção do Sintep disse que não teme pagar a multa.

Em sua liminar, o desembargador acatou os argumentos do Estado, que alegou falta de recursos para atender a reivindicação da categoria. O presidente do Sintep/MT, Gilmar Soares, disse que o juízo do desembargador foi irrelevante e que ele não conhece as necessidades da categoria.

"Não estamos desobedecendo ninguém. O que queremos é respeito. O juiz não conhece nossa causa por isso deu a liminar favorável para o Estado, mas não iremos acatar a decisão. Isso nos afronta", disse Soares.

A categoria exige piso salarial imediato de R$ 1.312,00 para todos os professores da rede estadual. A greve dos foi deflagrada no dia 06 de junho. Enquanto o impasse continua, cerca de 90% das escolas estão fechadas e mais de 400 mil alunos permanecem sem aula.

O governo apresentou, há alguns dias, uma proposta de implementação gradativa do piso salarial de R$ 1.312,00 até abril de 2012, que foi rejeitada. Depois, em nova tentativa, propôs o valor imediato, apenas para os professores de nível médio, enquanto os demais começariam a receber o piso somente a partir de dezembro de 2011. A proposta beneficiaria somente 94 professores e 930 trabalhadores, segundo o sindicato.

Para chamar a atenção das autoridades e reivindicar o aumento salarial da categoria, os servidores da educação continuam acampados na Praça Ulisses Guimarães, na Av. do CPA.

 











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