18.08.2011 | 13h32


CIDADES

Professores da UFMT entram em greve

IZABEL BARRIZON
GAZETA

Professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) decidiram em assembleia realizada nesta quarta-feira (17), que irão entrar em greve no próximo dia 24. Os campi de Cuiabá, Sinop (500 km ao Norte da Capital) e Barra do Garças (509 km a Leste) são ligados à Adufmat e também aderem à paralisação.

Com essa decisão, a UFMT é a terceira universidade federal brasileira a entrar em greve. A Universidade Federal do Tocantis (UFT) está parada há mais de 30 dias e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) parou nesta terça-feira (16).

A data encaminhada pela UFMT será levada ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN), em Brasília, no próximo sábado (20), quando representantes das demais universidades federais e estaduais brasileiras estarão tentando encontrar uma data única para as instituições que ainda não estejam paradas entrarem também em greve, caso a base entenda que esse é o caminho.

Nos dias 23 e 24, todas as federais vão parar e, na quarta-feira (24), haverá um grande ato público em Brasília, contra o descaso do governo Dilma com os servidores federais, entre eles os professores universitários.

Os professores alegam que, em 12 anos, tiveram 152% de perdas salariais. Eles também são contra o Projeto de Lei 549, do Executivo, que tramita no Congresso Nacional e propõe o congelamento dos salários servidores federais até 2019. Conforme o presidente da ADUFMAT, Carlos Alberto Eilert, o salário dos professores das universidades federais está na base da pirâmide das carreiras federais. Os professores reclamam ainda das condições de trabalho na UFMT e de questões antigas como bibliotecas limitadas e laboratórios ultrapassados. A categoria também vê que democracia é apenas um discurso na UFMT e que há muitos problemas de ordem política na universidade.

Os trabalhadores técnicos da UFMT também estão em greve. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) divulgou publicamente que apóia as greves dos técnicos e dos docentes.

 











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