30.05.2011 | 13h21


CIDADES

Produção de vacina atrasa e falta vacina contra brucelose

VÍVIAN LESSA 10h31
DO G1

imprimir Os produtores de Mato Grosso estão com dificuldades de encontrar vacina contra a brucelose no mercado. A falta das doses está gerando prejuízos para o pecuarista que também está obrigado a imunizar o rebanho contra a febre aftosa.

O superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, explica que os processos de vacinação em prevenção das duas doenças poderiam ser otimizados. "Já que estamos manuseando os animais para vacinar contra a febre aftosa, aproveitaríamos para imunizar as fêmeas contra a brucelose".

Os prazos das duas campanhas se diferem. Os pecuaristas mato-grossenses precisam, até o final deste mês, vacinar 13 milhões de bovinos e bubalinos com idade entre zero e 24 meses. Já a imunização contra a brucelose em 1,3 milhão de fêmeas, de 3 a 8 meses, se estenderá até junho. Este último prazo, no entanto, pode ser prorrogado já que o produtor não está encontrando as doses nas lojas agropecuárias do Estado.

"Por esse motivo, o pecuarista não será multado (R$ 70 por cabeça) se terminar o prazo de vacinação e não conseguir imunizar todo o rebanho contra brucelose", garante o presidente do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea), Valney Souza Corrêa. A brucelose é uma doença infecciosa causada por bactérias que pode ser transmitida para o ser humano.

Motivo 

A falta de doses nas lojas agropecuárias de Mato Grosso ocorreu pelo atraso na produção das vacinas. O diretor do Departamento de Fiscalização de Insumos Pecuários do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Ricardo Rego Pamplona, explica que para resolver o problema será reduzido o tempo de testes da doses, que é necessário para o controle de qualidade do produto.

"Diminuiremos 15 a 20 dias para agilizar a entrega das vacinas". Segundo ele, é possível que em junho já tenha a vacina disponível para a comercialização. O presidente do Sindicato da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), Emílio Salani, afirma que a solução para o impasse deve ir mais além. "Devemos rastrear as doses e formar um estoque regulador para evitar novamente o desabastecimento no mercado".

 

 











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