29.06.2011 | 13h46


CIDADES

Prefeito pedófilo divide cela com 6 homens e sem previsão de sair

MAYARA MICHELS    12h45
DA REDAÇÃO

O prefeito afastado de Dom Aquino, Eduardo Zeferino (PR), preso por abusar sexualmente de crianças, já vive há 12 dias no Anexo I, da Penitenciária Central do Estado, antigo Pascoal Ramos, continua sem previsão de sair sob hábeas corpus. Ele divide uma cela com mais seis homens.

Zeferino recebe visita de familiares, duas vezes por semana. Ele é acusado de abusar sexualmente de cinco meninas, com idades entre 7 e 10 anos na cidade de Dom Aquino.

Segundo o advogado Paulo Humberto Budaia, que defende o prefeito, o pedido de habeas corpus começou a ser montado, porém não há previsão para ser protocolado na justiça. Zeferino alega inocência no caso, que chamou de "armação". Ele acredita, segundo o advogado, que logo sairá da cadeia.

O TJ-MT pediu a prisão de Zeferino após quase um ano do início das investigações da polícia.

Logo após a prisão do prefeito, os vereadores do município votaram o afastamento do mandato e, por 6 votos a 2 o prefeito foi tirado do cargo. Uma Comissão de Ética foi criada na Câmara de Vereadores para averiguar as denuncias e, em seguida o prefeito deve ter o mandato cassado.

Segundo o vereador Adelson Martins (PHS),  o prefeito nunca foi à Câmara discutir projetos, apenas envia e "manda" assinar. "Ele não troca ideias com agente. Apenas envia o projeto, e quer que seja assinado. O relacionamento dele com os vereadores é extremamente frio", afirmou.

Entenda o caso

A Polícia Civil investigou e denunciou Zeferino ao Ministério Publico Estadual por estupro de vulnerável. As próprias crianças, em depoimentos, confirmaram os abusos praticados pelo prefeito.

O crime foi descoberto em função do comportamento "estranho" das meninas. Elas foram encaminhadas para um psicólogo, a quem confessaram que o prefeito abusava sexualmente das crianças, na casa dele.

Além das cinco vítimas já identificadas pela Polícia Civil, outras 11 crianças também podem ter sido molestadas pelo prefeito. De acordo com a Polícia, as outras vítimas são crianças de 7 a 11 anos, que participaram de um projeto social criado pelo prefeito, denominado "Batutinha".











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