12.05.2011 | 17h20


CIDADES

Prefeito entrega reforma, mas confessa que problema não será resolvido

MAYARA MICHELS  14h34
DA REDAÇÃO


Na manhã desta quinta-feira (12), o prefeito Chico Galindo e o secretário de Saúde, Pedro Henry, afirmaram que apesar da entrega de 42 leitos e 56 cadeiras de conforto na área verde do Pronto Socorro de Cuiabá, o problema de superlotação e pacientes serem atendidos no chão não serão resolvidos. “Esse problema é crônico, só irá ser resolvido quando for feito um ordenamento no serviço em todo o estado, enquanto não equalizar o interior, não resolveremos  problema de atendimento na saúde em Cuiabá. Hoje, Mato Grosso inteiro vem para Cuiabá para ser atendido”, explicou o prefeito.

Para o secretário de Saúde de Cuiabá, Antônio Pires Barbosa, a lotação do Pronto-Socorro é a falta de orientação das pessoas que chegam na unidade com problemas que podem ser resolvidos em Policlínicas. “Temos uma rede de policlínicas para atender a população neste primeiro atendimento. Mas as pessoas não vão até elas, vem direto para o Pronto-Socorro. Na policlínica, a maior parte dessas pessoas teriam condições de serem atendidas e terem seus problemas resolvidos. Temos que mudar esse modelo de assistência”, afirmou.

Mas na prática é diferente, como informou a paciente Rita de Cássia Moura, que teve uma pequena fratura no pé, foi até uma policlínica para ser atendida, quando foi encaminhada para o Pronto Socorro. No Pronto-Socorro ela está esperando um atendimento há onze dias. “Nesses dias eles só ficam dando remédio para passar a dor, preciso ficar sentada no chão esperando atendimento. E sem contar que eles já perderam meu prontuário várias vezes. Estou vendo meu pé apodrecendo a cada dia que passa e eles não fazem nada há onze dias”, denunciou.

Outra denúncia feita pela paciente é que no mesmo dia em que chegou ao PS, um homem chegou com pequenas escoriações na testa e foi medicado. Entretanto o estado de saúde dele está piorando a cada dia que passa , por falta de atendimento adequado . “Ele entrou muito bem apenas com dor devido o corte na testa, mas ontem o encontrei no corredor, babando, usando frauda, ele está apodrecendo lá dentro. Eu vejo que os enfermeiros e os médicos estão dopando agente para ficar bobo e não reclamar. Eles ficam aplicando drogas nas pessoas para ficarem quietinhos no canto sem reclamar de nada, o problema é que você entra com um corte no dedo e pode sai morto dai”, disse emocionada.

Até a próxima segunda-feira (16), estarão em funcionamento mais 42 leitos, 50 cadeiras de repouso para observação, três consultórios médicos, dois ambulatórios e um banco de sangue. Apesar da obra ter custado R$ 1,5 milhões para a prefeitura, a nova estrutura não irá aliviar e nem resolver o problema da saúde pública de Cuiabá.

O prefeito acabou confessando que a obra é para amenizar parte do problema, o caos vai continuar. “Eu não posso fechar as portas do Pronto-Socorro, o caos vai continuar, esses novos leitos irão amenizar um pouco o problema dos que não tem aonde ficar. Nem está reforma e nem as outras que serão entregues irão resolver o problema devido a demanda de Cuiabá ser grande”, disse Galindo.











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