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23.07.2011 | 12h02


CIDADES

PF pode investigar caso Auro Ida a pedido da OAB

MAYARA MICHELS 18h00
DA REDAÇÃO

O presente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT), Cláudio Stábile, informou ao RepórterMT que vai pedir o auxilio da Polícia Federal (PF) para investigar com urgência a morte do jornalista Auro Ida, executado na noite de quinta-feira (21), em Cuiabá, com 6 tiros.

A polícia civil acredita em crime passional, mas jornalistas e advogados ouvidos pelo RepórterMT suspeitam de queima de arquivo. Segundo amigos de Ida, ele estaria recebendo ameaças por estar investigando coisas pesadas contra gente graúda de MT. Uma das hipóteses levantadas é sobre a polêmica dos precatórios, porém as informações ainda são desencontradas. Ida, segundo fontes do RepórterMT teria confidenciado a políticos e empresários amigos, o conteúdo de suas investigações. "O primeiro tiro foi justamente na boca e isso nos leva a crer que o caso tenha a ver com alguma denúncia que Ida estava preparando para publicar", avaliaram jornalistas amigos durante o velório.

Segundo Stábile, este tipo de crime preocupa a ordem. "Temos que tomar uma providência com urgência, principalmente porque a Polícia Civil está em greve e não há previsão para o início das investigações", afirmou.

O pedido formal para a PF investigar o caso deve acontecer na próxima segunda-feira, após reunião com o Sindicato dos Jornalistas de MT.

Segundo o delegado titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, Antônio Garcia, as suspeitas de que o crime possa ser uma queima de arquivo são poucas, já que o mesmo nunca ouviu o nome de Auro Ida envolvido em escândalos ou denuncias e nem inquéritos contra ele.

"Acho pouco provável que seja uma queima de arquivo, do jeito que ocorreu o assassinato está mais para crime passional", afirmou o delegado.

A MORTE

O jornalista estaria namorando há um mês, com uma jovem de 19 anos. Na noite de quinta-feira (21) eles foram a um shopping junto com o cunhado. Ao deixa-la em sua residência, no bairro Jardim Fortaleza, o casal ficou namorando dentro do carro. Após alguns minutos, um homem chegou de bicicleta, bateu no vidro, e pediu para que a jovem saísse do carro e entrasse na residência. Assim que a moça entrou na casa, cinco tiros foram disparados contra o jornalista, apenas três o acertaram.

 











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