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27.09.2011 | 10h40


CIDADES

Pacientes sofrem com falta de medicamento de alto custo

MAYARA MICHELS     17h55
DA REDAÇÃO

Em Mato Grosso, 23 mil pessoas cadastradas recebem medicamentos de alto custo fornecidos pelo Estado. Apenas uma farmácia especializada atende os 141 municípios mato-grossenses. Para tentar resolver a situação, o governo repassou a distribuição e aquisição desses medicamentos a uma Organização Social no mês de agosto. Mas a reclamação é geral sobre os serviços prestados.

Orçado em R$ 585 mil por mês pelo serviço, o novo administrador dos remédios, é a mesma que gerencia o Hospital Metropolitano, o Instituto Pernambuco de Assistência e Saúde (Ipas). A secretaria de Saúde defende, alegando que a empresa ainda está em estágio probatório.

A mãe Claudia Astral, que tem um filho de 15 anos com uma doença rara, síndrome de harley, conta que está há três meses sem receber os medicamentos e que neste momento está sem receber as fraldas. "Agora é tudo manual, antes eu ia buscar os medicamentos e tinha como provar o recebimento, agora eles fazem você assinar e o papel fica lá sem nenhum comprovante. Tenho direito na justiça de pegar tudo, inclusive luvas e seringas, mas acontece que eles não estão repassando. Atualmente estou pedindo doação porque não tenho condições", desabafou a mãe.

A dona de casa Neliete Melo Faria, que tem diabetes e pressão alta, comenta que está há mais de seis meses sem tomar os medicamentos contínuos. "Tive um derrame há dois meses devido à falta dos remédios. Todas as vezes que vou lá, eles dizem que não tem e que está em falta, é um absurdo, tive que recorrer à justiça e até agora não deu em nada", afirmou.

O médico Daltro Ferreira, disse que em casos de pacientes que fizeram transplantes de órgãos, por exemplo, e que, não estão tomando os medicamentos corretamente prejudicam a eficácia do tratamento assim como a própria saúde. "É o medicamento que faz o organismo aceitar o novo órgão. O paciente fica refém e terá que tomar por toda vida. O novo órgão pára de funcionar, fazendo com que o paciente volte com as hemodiálises, no caso de transplante de rins", explicou o médico.

Segundo informações do secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry (PR), a Organização Social tem um prazo de três meses previstos no contrato para adequação. "Ainda não está completa a implantação do novo sistema, tivemos alguns problemas na aquisição de medicamentos e estamos terminando de resolver. A sociedade tem que ter um pouco de paciência porque no próximo ano a realidade da saúde em Mato Grosso vai ser completamente diferente", garantiu o secretário.











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