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12.01.2011 | 17h23


CIDADES

Opinião: "Cuiabá, uma cidade sem líder"

WILSON CARLOS FUÁ

Quantas vezes a vida, nos impõem a necessidade de participar como líder de um grupo, de um movimento, de uma associação ou mesmo de uma causa. Na verdade durante toda a nossa vida aparecem momentos que temos que liderar, e constantemente ouvimos dentro da nossa alma ou dentro no nosso coração uma voz nos dizendo: você tem que liderar.

A voz que clama contra o que esta errada é sempre ouvida por Deus, se os nossos companheiros de vida, passageiros deste tempo, não tem força para reclamar, protestar ou lutar, é a nossa vez de fazermos por eles. Quem percorre o caminho da fé, sempre trás consigo um código de hora a ser cumprido.

Hoje as pessoas perderam a capacidade de indignar-se, passamos a ser indiferentes as coisas mais chocantes e escandalosas, hoje corrupção e desvio conduta viraram "coisa mal feita", mudaram a tipificação do crime para ser aceito ou não provocar choque na sociedade. Mas a vida é uma eterna prova. E, passamos por testes a todo o momento, teste sobre os nossos valores morais e éticos, às vezes somos reprovamos, às vezes omitimos, às vezes passamos com notas altas, às vezes só passamos...

Como é bom liderar uma ação e ao final vermos que ela foi vencedora, que o resultado trouxe luz para as pessoas, como é bom sentir a alegria de uma vitoria de uma coisa considerada perdida, quantas vezes através das nossas ações demos proteção a uma pessoa fraca e que não tinha com quem contar, ou através da nossa luta revertemos uma injustiça. E, ao contrário, quando omitimos diante das barbaridades contra uma criança ou um ser indefeso, nós mesmos sentimos como um covarde, e essa ação de covardia será cobrada um dia.

O político na sua essência é um líder natural, a sua responsabilidade existencial é muito grande, por receber esse dom divino ele nunca pode transgredir a verdade, a honestidade e sentido comunitário.

Mas Cuiabá deixou de fabricar grandes líderes, aqueles que receberam o dão divino, que tem o sentido comunitário, que sempre esteve em busca da satisfação popular e do prezar do bem servir, o político na sua essência é um servidor público, porque o seu poder é transitório e emana do povo.

É Cuiabá! Cadê seus líderes?
Em 2012 haverá eleição para Síndico da cidade de Cuiabá, quem será o cuiabano capaz de enfrentar uma eleição para Prefeito da sua própria cidade?

Só para refrescar a idéia daquele que chegaram agora por aqui: Cuiabá deu ao Brasil o seu o 16º Presidente, foi eleito com 3.251.507 (três milhões, duzentos e cinqüenta e um mil, quinhentos e sete) votos, por eleição direta, disputou a eleição pelo partido PSD, assumiu a Presidência da República com 63 anos, e governou o país por 05 anos, de 31 de janeiro de 1946 a 31 de janeiro de 1951, nasceu em Cuiabá em 18 de maio de 1883 e morreu no Rio de Janeiro em 11 de julho 1974.

Até hoje nunca se falou em desvio de conduta, nenhuma mácula existe sobre a figura dele, entre as inúmeras obras as duas que mais marcaram foram: a construção da Rodovia Presidente Dutra (que liga Rio de Janeiro a São Paulo) e a construção do Maracanã, cabendo a ele, presidir a abertura oficial do 4º Campeonato Mundial de Football, em junho de 1950.

Com muita honra a todos nós que nascemos no Centro da América do Sul, temos o prazer de dizer que o 16º Presidente da República do Brasil era cuiabano, seu nome Marechal Eurico Gaspar Dutra.

Economista Wilson Carlos Fuá - É Especialista em Administração Financeira e Recursos Humanos
fuacba@hotmail.com

 











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