02.03.2011 | 12h58


CIDADES

OPINIÃO: Os motoboys e a Copa do Mundo

WILSOM CARLOS FUÁ

A vida em Cuiabá é como uma caravana, sempre haverá uma nova equipe a iniciar um novo caminho, este renuncia sem deixar rastro e este outro assume e marca passos até apreender os novos caminhos. É isto que torna uma administração interessante, é isto que faz a vida mover, é a caminhada, é o trajeto... é a vida em movimento. Só que hoje, diante de toda essa expectativa de modernização desta cidade jovem ( 292 anos incompletos) porém velha em sua infra-estrutura estamos a mercê de um gerenciamento muito criticado. Nós como cuiabanos que amamos esta terra, torcemos para que essa equipe gerencial da AGECOPA cumpra com o seu papel, agora é pra valer, tem que ter decisão e os minutos estão passando, e a Copa esta logo ali, senão é o mesmo que deixar o mundo fazer o nosso destino, estamos nas mãos de técnicos e não de sonhadores.

Esses dirigentes da AGECOPA com status de Secretário de Estado, estão tendo a maior oportunidade em realizar seus objetivos mais íntimos e secretos, eles mais do que nunca terão que ter capacidade de assimilar tudo e deixar registrados para as próximas gerações, suas experiências e assim deixar marcada e registrada sua presença histórica desta terra.

Com o advento da Copa do Mundo de 2014, estão programado grandes obras de modernização para o trânsito de Cuiabá, o que será muito bom para todos nós cuiabanos, estamos aguardando com as melhores das expectativas, ficará tudo muito bom, tudo muito bem, mas uma situação importantíssima deveria ser mais discutida e planejada: faixas de exclusividade para motoqueiros.

Cuiabá como todas as cidades de porte médio para grande têm o seu trânsito caótico e quase impossível de desenvolver um relacionamento pacífico e ordenado entre os motoristas e os motoqueiros, a única alternativa seria a implantação da faixa cidadã, dando exclusividade para os motoqueiros trafegarem; uns dizem que não dará certo, que apenas será uma maneira de gastar tinta, pintando o chão e o investimento altíssimo com gastos de panfletos e propagandas.

Essa rivalidade entre os Motoristas e os Motoqueiros, a medida que aumenta o número de veículos e motos, vão ficando cada vez mais conflitantes e perigosos, porque ambos pensam que são donos da rua, ambos vivem eternamente apressados, e o motoqueiro como tem acesso mais rápido, acha definitivamente que é o dono de todas as vias de Cuiabá, e não guarda a sua faixa, passando por corredores em alta velocidade, desviando dos veículos como se fosse um acrobata das ruas. O Motoqueiro pratica constantemente a "Pilotagem Ofensiva", praticando excessos de todos os tipos, tais como: quebra de retrovisores; gestos obscenos e às vezes até ameaçam as pessoas ao segui-las, pelo fato de serem contrariados naquele momento.

Motoboys além de ser exercer uma profissão, eles são também fundamentais para fazer circular de tudo pela cidade. Eles não transportam só pizza ou lanche: carregam também documentos, ferramentas e até o sangue necessário para cirurgias nos hospitais e medicamentos para a população.

Cuiabá a cidade das diversidades de povos, uma cidade cosmopolita desde a sua formação primeira, aqui tem lugar para todos os desarmados de espírito e amante do bom viver, aqui não há lugar para frustrados e rancorosos, somos formados por pessoas pacíficas e alegres, não tem como pregar paz no trânsito diante dessa desorganização, só existe uma caminho, projetar a faixa para os Motoqueiros, com a palavra a AGECOPA.

Ta lá um corpo estendido no chão e uma moto espedaçada ao lado, cena normal e corriqueira hoje em Cuiabá, conta uma história que um velho cuiabano ficava olhando um escorpião afogando em uma poça d'água, ato continuo, o cuiabano salvava o escorpião, e este ferrava o cuiabano, logo em seguida o escorpião volta para a poça d'água e começava afogar, e o cuiabano salvava novamente e era ferrado novamente, e diante dos fatos uma pessoa que assistia aquela situação perguntou ao cuiabano, porque você insiste em salva-lo para depois ser ferrado?

O velho cuiabano respondeu: O escorpião nasceu com o instinto para ferrar e eu nasci com a missão para salvar.
Esse fato pode ser transferido para o nosso dia-a-dia, alguns motoqueiros irresponsáveis, tentam suicidar ao dirigir sem respeitar as leis de trânsito, a ambulância do SAMU com os seus Médicos tentam salvá-los, mas os motoqueiros ao dirigirem perigosamente, ferram a todos os motoristas provocando acidentes, ferram o povo como um todo, pois as despesas com o SAMU são pagas pelo povo, despesas com internamentos hospitalares são pagos com dinheiro do povo, despesas para pagar equipamentos e veículos danificados saem do bolso do povo; só resta uma saída instalar a faixa cidadã para os motoqueiros.

Economista Wilson Carlos Fuá - É Especialista em Administração Financeira e Recursos Humanos











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