10.07.2020 | 10h02


CIDADES / FACTOIDES

OAB pede investigação sobre a força-tarefa da Lava Jato no Conselho Nacional do MP

O primeiro é uma suposta investigação “camuflada” que Curitiba teria feito sobre os presidentes da Câmara e do Senado.



A OAB resolveu integrar a mais recente ofensiva da PGR contra a força-tarefa da Lava Jato. A entidade protocolou hoje no Conselho Nacional do Ministério Público um pedido de investigação sobre factoides levantados nos últimos dias contra os procuradores.

O primeiro é uma suposta investigação “camuflada” que Curitiba teria feito sobre os presidentes da Câmara e do Senado. A suspeita partiu de uma tabela anexada em denúncia contra o dono da cervejaria Petrópolis, Walter Faria, apresentada no ano passado, em que os nomes de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre aparecem incompletos, sem os últimos sobrenomes.

A força-tarefa esclareceu, em nota, que a tabela foi retirada da prestação de contas eleitoral de empresas que Faria usava para fazer doações aos políticos. E que os nomes aparecem incompletos porque a formatação do planilha cortou alguns sobrenomes.

A denúncia está focada em Walter Faria e apresenta outras dezenas de nomes de políticos que, assim, como Maia e Alcolumbre, não foram investigados pela força-tarefa.

O pedido da OAB também menciona um sistema de gravações telefônicas adquirido em 2016 pela força-tarefa para registrar ameaças que eram feitas a procuradores e servidores.

A suspeita, também já refutada, inclusive com documentos da compra, é de que eram equipamentos para grampear clandestinamente pessoas investigadas — o aparelho adquirido só grava três ramais internos da Procuradoria no Paraná.

Por fim, a OAB fala que agentes do FBI teriam colaborado nas investigações, com base em eventos e palestras com membros do Ministério Público para troca de experiências.

“Os fatos mencionados e que estão vindo à tona são graves, merecendo pronta e imediata atuação deste i. Conselho, no sentido de promover as investigações republicanamente necessárias. Nesse cenário não há como objetar que qualquer garantia funcional de quaisquer membros do Ministério Público seria óbice à necessidade de apuração dos fatos noticiados”, diz o pedido, assinado por Felipe Santa Cruz e outros dirigentes da OAB.











(1) COMENTÁRIOS

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ROSINO BOMFIM  10.07.20 10h47
Essa OAB nunca fizeram nada que BENEFICIASSE A SOCIEDADE HONESTA !!

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