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25.07.2011 | 11h55


CIDADES

Morte no shopping: inquérito se arrasta e está longe de terminar

FERNANDA LEITE 08h17
DA REDAÇÃO

O inquérito que apura a morte dos adolescentes Keisa de Souza,12 anos e Marcelino Souza Santos, 15 anos, após cairem do teto do segundo piso do Pantanal Shopping, no dia 21 do mês passado, ainda se arrasta e está longe de ter um fim. Um dos motivos é a greve de investigadores e escrivães da Polícia Civil.

O RepórterMT entrou em contato com a Delegacia Especializada dos Direitos da Criança e do Adolescente-Dedica, que está temporariamente sob a responsabilidade da delegada interina Alexandra Fahone, que negou a dar informações sobre o caso. "Só falarei no final das investigações. Mas posso adiantar que não tem nada novo", disse a delegada.

As informações são de que algumas testemunhas estão sendo arroladas para prestar depoimento sobre o incidente. O adolescente Marcelino conseguiu ser atendido e foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto Socorro de Cuiabá, passou por uma cirurgia que durou quase 4 horas. Depois de perder o baço e um rim, não resistiu e morreu horas depois.

Keisa e outros quatro colegas de escola caíram quando tentavam entrar escondidos em uma sala de cinema através de uma área restrita quando quatro deles caíram de uma altura de 12 metros.

As famílias acusam o shopping de omissão de socorro e falta de segurança no local, já que os adolescentes subiram no telhado sem qualquer impedimento. O estabelecimento também não cumpre lei municipal que obriga shoppings a terem médico e ambulância de plantão durante todo o dia para atender possíveis casos de acidentes dentro do centro de compras.

O local também é obrigado por lei a ter uma enfermaria equipada para atender as pessoas. Para as famílias, houve negligência no atendimento, já que os adolescentes foram removidos do local da queda de forma, segundo eles, inadequada.

Conforme já denunciou o RepórterMT, nenhum dos três shoppings de Cuiabá cumpre o que estabelece a lei nº 3.560 de 25 de junho 1996, de autoria do então vereador, Benedito Cesarino.

Conheça a lei Municipal

LEI Nº 3.560 DE 25 DE JUNHO 1996
AUTOR: VER. BENEDITO CESARINO
PUBLICADA NA GAZETA MUNICIPAL Nº 314 de 03/07/96
OBRIGA A INSTALAÇÃO DE AMBULATÓRIOS MÉDICOS EM "SHOPPING-CENTERS" E EM "HIPERMERCADOS".
CARLOS BRITOS DE LIMA, PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE CUIABÁ-MT

Faço saber que a Câmara Municipal de Cuiabá rejeitou o veto, e eu, com respaldo no § 8º do art. 29 da Lei Orgânica do Município de Cuiabá, Promulgo a seguinte Lei:

Art. 1º Os estabelecimentos comerciais denominados "SHOPPING-CENTERS" e "HIPERMERCADO", que vierem a ser construídos no Município de Cuiabá, deverão possuir, obrigatoriamente, Ambulatório Médico, para atendimento da população que ali transita.

§ 1º Além do corpo do médico e o técnico exigível, os serviços de atendimento deverão contar com ambulância equipada.

§ 2º Dentro de 365 (trezentos e sessenta e cinto) dias, os estabelecimentos já existentes nas modalidades previstas no "caput", deverão criar o serviço previsto nesta Lei.

§ 3º O Pode Público Municipal, através dos seus órgãos competentes, fará constar das exigências para obtenção do Alvará de Funcionamento, a existência desse serviço.

Art. 2º A Prefeitura Municipal de Cuiabá, regulamentará a presente Lei, no que couber, no prazo de 30 (trinta) dias, a contar de sua publicação.

Art. 3º Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

 











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