26.09.2011 | 14h59


CIDADES

Metropolitano faz Estado e Município negligenciarem PS, diz diretor

INARA FONSECA             11h55
DA REDAÇÃO

O diretor do Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande, o médico Glen Arruda, denunciou na quinta-feira (22) que o governo do Estado e a prefeitura de Várzea Grande não estão repassando verba para a unidade com o objetivo de promover o sucateamento deliberado do Pronto Socorro da cidade industrial. De acordo com Glen Arruda, a manobra política visa a precarização do atendimento e facilita a entrada de uma Organização Social de Saúde (OSS) no hospital.

"Os agentes políticos estão fazendo de tudo para que o Pronto Socorro não dê certo para colocar uma OS. O Pronto Socorro é administrado pela Fusvag (Fundação de Saúde de Várzea Grande) tendo seu mantenedor a Prefeitura de Várzea Grande e também recursos do Estado. Há 90 dias, não é feito o repasse estadual e o municipal não ocorre há anos", disse Glen Arruda.

Sobre o estado do Pronto Socorro, Glen Arruda relatou que a situação é calamitosa. Faltam seringas, medicação, instrumentos para realizar teste de diabetes, entre outros. "A situação já ultrapassou o caos, estamos vivendo o colapso da saúde. O assassinato do SUS (Sistema Único de Saúde)", afirmou.

O diretor da unidade ainda rebateu as afirmações feitas pelo secretário estadual de Saúde, Pedro Henry, e negou que haja um boicote contra o Hospital Metropolitano de Várzea Grande. Na última terça-feira (20), Henry afirmou que os funcionários dos Prontos Socorros de Cuiabá e Várzea Grande se uniram em uma espécie de complô e estão realizando menos cirurgias para boicotar o funcionamento da OSS no Metropolitano.

"Querem colocar culpa da inoperância do Metropolitano nos prontos socorros. Essa informação não é idônea. Estamos atendendo é acima da nossa capacidade", disse Glen Arruda.

Hospital Metropolitano

Desde sua inauguração, em agosto (02), o Hospital Metropolitano de Várzea Grande tem gerado polêmicas. Com orçamento de R$ 31,3 milhões, valor do contrato firmado entre o governo do Estado e o Instituto Pernambucano de Assistência à Saúde (Ipas) que administra o complexo, o Metropolitano não tem cumprido sua meta de cirurgia.

Criado há menos de dois meses, o Metropolitano já acumula uma série de denúncias. Recentemente, Maksuês Leite, em seu programa, acusou Jaqueline Guimarães, ex-secretária e esposa do deputado estadual Wallace Guimarães (PMDB), de escolher os pacientes do Metropolitano de acordo com interesses políticos e pessoais.

O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT/MT) também instaurou inquérito investigativo para apurar a forma de contratação do Metropolitano. De acordo com denúncias, o Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde (Ipas) estaria ferindo direitos trabalhistas ao contratar servidores como pessoa jurídica ao invés de física.











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