10.06.2011 | 09h48


CIDADES

Membros da CPI das PCHs confirmam visita a Juscimeira

DA REDAÇÃO           09h51

Os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Pequenas Centrais Hidrelétricas e Usinas Hidrelétricas de Mato Grosso se reuniram na tarde desta quinta-feira (09), para ouvir e debater a situação do setor no estado. Na ocasião dois palestrantes participaram do encontro com assuntos direcionados aos impactos ambientais causados pela construção das usinas em Mato Grosso.
Ficou definido que no dia 30 deste mês, os membros da CPI farão uma visita ao município de Juscimeira para avaliar as condições de sobrevivência do Rio da Prata, e identificar as irregularidades denunciadas na usina hidrelétrica de José Fernandes, além de ouvir a população, técnicos e empreendedores.

O ictiologista Francisco de Arruda Machado fez uma ampla explanação sobre os impactos ambientais das barragens dos lagos. "As PCHs são usinas e barrando os rios elas cortam o fluxo migratório dos peixes", alertou o especialista. "Estão materializando a economia para avançar no tempo", disse ele.

De acordo com o presidente da CPI, deputado Percival Muniz (PPS), até a última quarta-feira (08) a equipe técnica da comissão havia recebido onze processos requeridos a Secretaria Estadual de Meio Ambiente.

"Os documentos estão sendo analisados pelos técnicos da CPI; tiramos cópias e autenticamos todos e devolvemos para a Sema", afirmou Muniz, argumentando que os processos que forem aprovados pelo Parlamento receberão a resolução autorizativa da Assembleia para continuar os trabalhos e as que estiverem irregular serão reprovadas por força de decreto legislativo. "É um crime ambiental o que estão tentando fazer com os moradores daquela região, que vão sofrer uma queda socioeconômica. Estamos fazendo um trabalho de conscientização com as pessoas e, por meio da CPI, pretendemos tentar barrar essas construções", relatou o presidente da associação. Ele também disse que a entidade impetrará uma ação popular junto ao Ministério Público Estadual denunciando as irregularidades.

O deputado Walter Rabello (PP) questionou o especialista em peixes sobre o impacto ambiental causado pela barragem do lago da usina José Fernando, no Rio São Lourenço. De acordo com Rabello, no início do projeto da hidrelétrica constava que a área alagada era equivalente à 296 hectares, porém, a realidade mostrada em fotos e vídeos é que a área soma mais de 15 mil hectares alagada.

"Isso é um crime ambiental e o processo de licenciamento precisa ser revisto pela Assembleia. Pelo que consta a usina está totalmente irregular", constatou.

 











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