24.08.2011 | 18h48


CIDADES

Manifestantes invadem prefeitura pelo fim do monopólio político em VG

INARA FONSECA  10h30
DA REDAÇÃO

Cerca de 300 pessoas estão na manhã desta quarta-feira (24) protestando em frente a Prefeitura de Várzea Grande contra o abandono e o descaso da cidade industrial pelo poder público. O ato, intitulado "Acorda Várzea Grande!", teve início na praça da Igreja Nossa Senhora do Carmo, na Avenida Felinto Müller, e seguiu em marcha até a sede da prefeitura. No momento, os manifestantes aguardam pelo atual prefeito do município Tião da Zaeli (sem partido). Eles afirmam que não sairão da prefeitura até que sejam ouvidos.

"Várzea Grande não tem nada! Estamos numa situação de extrema vulnerabilidade e exclusão. No pronto socorro não há centro cirúrgico, falta remédios, não há iluminação nas ruas, o DAE (Departamento de Água e Esgoto) não funciona e ainda querem entregar a iniciativa privada. Não aceitamos mais essa situação de descaso. Não podemos mais ser tolerantes com isso", desabafou Dalete Soares, presidente da Rede Cidadã, uma das entidades envolvidas na caminhada

Além das denúncias contra a situação precária em que a população várzea-grandense vive, o movimento também chamou atenção para o monopólio do transporte coletivo de Várzea Grande. Há anos, apenas uma empresa de transporte, ligada a família Campos, atua no município. "É uma vergonha! Nunca quebrou o monopólio da família Campos no transporte coletivo. Temos um legislativo extremamente corrompido", denunciou Dalete Soares.

Em abril (18), um ato com o mesmo intuito foi realizado. Na ocasião, quem governava a cidade também era Zaeli. De acordo com a coordenação do movimento, a prefeitura não respondeu nenhum dos encaminhamentos do manifesto.


Além da população várzea-grandense, o movimento "Acorda, Várzea Grande!" conta com o apoio do Sintep-MT (Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso), MST (Movimento dos Sem Terra) e outras entidades.

 











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