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05.09.2011 | 09h12


CIDADES

Lixo de Cuiabá e VG contamina solo e ameça população de Livramento

FERNANDA LEITE         14h45
DA REDAÇÃO

A solução para o controle no aterro sanitário de Várzea Grande ainda não está nos planos do prefeito Sebastião Gonçalves Reis, Tião da Zaeli (breve PSD). O lixo doméstico produzido e também dos grandes geradores de Cuiabá (os bota fora) já vem provocando impacto ambiental além acarretar doenças para a população de Nossa Senhora do Livramento, local onde é jogado o lixo. O que era para ser modelo de obediência às normas ambientais tornou-se um lixão. Não há confinamento.

Hoje, em média, 117 toneladas ao dia são depositadas no local sem o devido tratamento do lixo e do chorume - liquido poluente. " Temos uma vala ao redor do lixão e o chorume vai para a vala e depois não tem pra onde ir. É um problema e precisamos achar uma saída", disse o engenheiro sanitarista, Edilson Arruda. Ele salienta que a ação da água das chuvas próximas farão com que aumente o liquido poluente e assim serão direcionados naturalmente ao meio ambiente.

A área usada para jogar os resíduos possui 150 hectares de extensão e foi comprada no governo de Nereu Botelho de Campos, no começo dos anos 90. "O problema é que recebemos lixo de Cuiabá, não temos controle da situação porque não temos uma área de confinamento", disse o secretário de infraestrutura de VG, Luiz Carlos Sampaio

O engenheiro sanitarista disse que, em recentes trabalhos de verificação, realizados pela Secretaria de Infraestrutura foi constatado que cerca de 150 caminhões de lixo ao dia de empresas de bota fora despejam os resíduos no local.Em Cuiabá a prefeitura determinou que estas empresas paguem para que tenha este tipo de serviço. "Assim ele vem pra cá e jogam o lixo deles para não precisarem pagar nada. Só que estamos trabalhando para que em breve tenhamos um confinamento e controle do que é depositado no local", explicou

O lixão está localizado cerca de 2 km depois do Trevo do Lagarto já na área de Livramento. Não possui escritório, cerca e nem balança para que haja um controle da quantidade de resíduo que é depositado no local. As informações são que as máquinas que trabalham hoje no que era para ser uma "usina de compostagem" estão sucateadas.











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