24.05.2011 | 12h51


CIDADES

Lideranças do Araguaia defendem plebiscito para dividir MT

FERNANDA LEITE 11h40
DA REDAÇÃO

Tramitam no Congresso Nacional, projetos de Decretos Legislativos (PDCs) em que se discute a criação de novos estados. Entre os projetos está o do senador Mozarildo de Cavalcanti (PTB-RR) que prevê a redivisão de Mato Grosso, com a criação de mais dois estados. Araguaia e Mato Grosso do Norte.

O projeto já mexe o nordeste do estado. Nos próximos dias um grupo de prefeitos, empresários, vereadores e militantes da região do Araguaia estarão reunidos em um movimento para a aprovação do plebiscito em que ficará nas mãos da população a divisão ou não de MT. Outra pauta da discussão será sobre a pretensa Capital do novo estado. Os lideres políticos da região de Sinop vem almejando que a cidade seja a capital, já o Araguaia também entra na briga e quer que uma das cidades da região seja a capital.

Desinteressado, o prefeito de Água Boa, Mauricio Tonhá, disse desconhecer o projeto, porém concorda com plebiscito. "Não cabe a mim, é a sociedade quem deve escolher", opinou.

A ideia é antiga e o governador Silval Barbosa (PMDB), quando ainda deputado foi quem levantou a discussão em MT. Durante a campanha ao governo do estado, no ano passado, Silval foi atacado pelos adversários, justamente por ter defendido a ideia, no início do ano 2000. Durante a campanha Silval disse que mudou de ideia porque a situação no interior não é mais de abandono, como no passado e o governo anterior ( Blairo Maggi) promoveu maior integração.

"A situação era outra, as cidades estavam isoladas e não havia o mínimo de estrutura, por isso defendi a ideia de divisão, mas hoje a situação é muito diferente e não há porque se pensar em nova divisão, é preciso promover integração", disse Silval durante discurso no ano passado.

Divisão no Pará - No começo do mês foi aprovada pela Câmara dos Deputados a realização do plebiscito para decidir sobre a criação dos Estados de Tapajós e Carajás. O plebiscito será realizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas ainda está sem data marcada. Atualmente o país conta com 26 estados e o Distrito Federal, se caso for aprovada a divisão dos estados citados, passará para 37 e mais quatro territórios da União, além do DF.

Veja como ficariam os dois novos estados com a divisão de MT

Estado do Araguaia: Água Boa, Alto Boa Vista, Araguaiana, Barra do Garças, Bom Jesus do Araguaia, Campinápolis, Canarana, Cana Brava do Norte, Cocalinho, Confresa, Gaúcha do Norte, General Carneiro, Luciara, Nova Nazaré, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Pontal do Araguaia, Porto Alegre do Norte, Querência, Ribeirão Cascalheira, Santa Cruz do Xingú, Santa Terezinha, Santo Antônio do Leste, São Félix do Araguaia, São José do Xingú, Serra Nova Dourada, Torixoréu e Vila Rica.

Mato Grosso do Norte: Alta Floresta, Apiacás, Aripuanã, Boa Esperança do Norte, Brasnorte, Carlinda, Castanheira, Cláudia, Colíder, Colniza, Cotriguaçu, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Ipiranga do Norte, Itanhangá, Itaúba, Juara, Juína, Juruena, Lucas do Rio Verde, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Canaã do Norte, Nova Guarita, Nova Maringá, Nova Monte Verde, Nova Mutum, Nova Santa Helena, Nova Ubiratã, Novo Horizonte do Norte, Novo Mundo, Paranaíta, Peixoto de Azevedo, Porto dos Gaúchos, Rondolândia, São José do Rio Claro, Santa Carmem, Santa Rita do Trivelato, Sinop, Sorriso, Tabaporã, Tapurah, Terra Nova do Norte, União do Sul e Vera.

As demais cidades, incluindo a Cuiabá e baixada ficaram no estado de Mato Grosso, juntamente com Rondonópolis, Primavera do Leste, Campo Verde e as regiões de Cáceres e Pontes e Lacerda.

 











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