19.05.2011 | 18h29


CIDADES

Justiça determina auditoria na administração do Shopping Popular

MAYARA MICHELS  17h25
DA REDAÇÃO

A 21ª Vara Cível de Cuiabá, determinou que seja feita uma auditoria nas finanças da administração Shopping Popular, o famoso camelódromo, no Porto. Um grupo de locatários denunciou a falta de prestação de contas por parte da associação que administra Shopping. O presidente é o vereador Misael Galvão (PR).

Segundo a denúncia, em dois meses a administração aumentou em 92% o valor da taxa de condomínio, passando de R$ 250 para R$ 480. A administração informou que não tem vínculo com locatários, apenas com os 392 associados, no caso, os proprietários de bancas.

Mas os "sem bancas" que pagam aluguel, conseguiram na Justiça pagar apenas os antigos R$ 150 reais por mês. "Como a administração não prova os gastos para os locatários, algumas pessoas conseguiram na justiça pagar apenas isso, até que se prove ao contrario", afirmou um dos  locatários que não quis se identificar com medo de represálias.

Uma comerciante que também não quis se identificar, contou que a administração está constrangendo os logistas. "Se a pessoa não paga a taxa, a administração passa o dia todo chamando pelo microfone o responsável pela banca para quitar a dívida", disse.

O RepórterMT entrou em contato com o vereador Misael Galvão, que não quis se pronunciar. A advogada da associação, Elaine Freire Alves, informou que foi que a taxa não subia há dois anos e que era preciso reajustar. "Tudo foi definido em assembleia com os associados. As contas estão disponíveis para todos. Não podemos disponibilizar as contas para os locatários porque não temos vínculos com eles", alegou.

Sobre a auditoria, a advogada diz que já disponibilizou os documentos para perícia e que, em 30 dias espera que tudo estaja esclarecido.

Apesar de 30% das bancas estarem em débito, a advogada nega que inadimplentes estejam sendo chamados pelo auto- falante. "Para as pessoas que atrasam a mensalidade, o caso é transferido para o financeiro e a pessoa recebe outra chance de quitar a dívida. Caso não resolva, o nome vai para o Serasa. O procedimento é igual para todos", disse.

A Associação vai acionar na Justiça os locatarios que fizeram a denúncia. "Vamos entrar na justiça contra essas pessoas por danos morais, porque estamos sempre à disposição para mostrar toda a prestação de contas. Nunca escondemos nada para os associados. Os locatários tem que cobrar o associado e não a administração", criticou.











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