03.10.2011 | 15h56


CIDADES / DESRESPEITO

Itaú, Santander, CEF e Bradesco não cumprem lei municipal de Cuiabá

INARA FONSECA       08h17
DA REDAÇÃO

 

O presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários e do Ramo Financeiro do Estado de Mato Grosso (SEEB-MT), Arilson da Silva, denunciou nesta semana que os bancos Itaú, Santander, Caixa Econômica Federal e Bradesco não cumprem a Lei nº 5.373, de Cuiabá, que obriga a instalação de biombos ou divisórias nos caixas das agências.

 

"Dos grandes bancos apenas o Banco do Brasil e o HSBC estão cumprindo a lei. Dos menores, o Safra e o BIC instalaram os biombos", disse Arilson da Silva.

 

Aprovada em 29 de dezembro de 2010, a lei municipal tem como objetivo proteger os usuários dos caixas e diminuir o número de assaltos do tipo "saidinha de banco". Com a proteção dos biombos, quem está na fila não teria acesso ao tipo de transação de quem está sendo atendido. O prazo para que as agências bancárias cumprissem se adequassem a nova lei terminou em junho (29) deste ano.

 

Não existem dados para este tipo de crime, entretanto, segundo dados do sindicato, até meados de agosto deste ano já foram realizados 25 arrombamentos em caixas eletrônicos em todo Estado. "Os biombos são uma questão de segurança do bancário e da sociedade", afirmou Arilson.

 

No primeiro semestre de 2011, o Itaú Unibanco faturou R$ 7,133 bilhões; o Bradesco R$ 5,487 bilhões; o Santander (IFRS) R$ 4,154 bilhões e a Caixa Econômica R$ 2,274 bilhões. A instalação de um biombo custaria aproximadamente R$ 5 mil.

 

"É um valor muito baixo em relação aquilo que proporciona no âmbito da segurança", sentenciou Arilson da Silva.

As irregularidades do banco Bradesco são ainda maiores. Além da não instalação dos biombos, algumas agências bancárias de Cuiabá não possuem sequer porta giratória, também prevista por lei municipal. "Não é a toa que cinco ataques já foram realizados em agências do Bradesco neste ano", comentou Arilson.

O presidente do Sindicato dos Bancários informou que um ofício avisando as irregularidades das instituições bancárias já foi entregue aos órgãos fiscalizadores competentes. "O Ministério Público deve agir em breve", disse Arilson.











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