31.08.2011 | 10h20


CIDADES

Governo faz propaganda enganosa sobre número de cirurgias gratuitas

DA REDAÇÃO      9h20

O governo do estado faz propaganda enganosa sobre o Hospital Metropolitano de Várzea Grande, inaugurado no início deste mês. Como mostra a figura, a Secretaria de Saúde atesta que são realizadas 500 cirurgias por mês.

A unidade é gerida pela Organização Social de Saúde, instituto IPAS, de Pernambuco, ao custo de R$ 31 milhões por ano para o contribuinte. A propaganda é enganosa porque, em 27 dias de funcionamento, o hospital realizou cerca de 20 cirurgias, ou 480 a menos do que o esperado e divulgado.

O diretor do metropolitano, José Carlos do Nascimento, durante uma coletiva de imprensa no último dia 26, disse que o hospital não está totalmente pronto e que necessita de mais tempo para começar a atender a demanda das 500 cirurgias.

"Precisamos checar todos os equipamentos, ver se estão todos calibrados para só assim começar a receber pacientes", disse. Curiosamente, quando foi inaugurado, o presidente do IPAS, Edmilson Paranhos, afirmou que o hospital estava sendo inaugurado com funcionamento de 100%.

"Todos os funcionários já foram contratados e a partir de amanhã (que seria 3 de agosto), os pacientes cadastrados no Sistema Único de Saúde (Sus) começam a ser transferidos para o Metropolitano para iniciar as cirurgias", disse.

O Secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry, disse que o governo teve conhecimento na semana passada sobre o baixo aproveitamento e informou que há um impasse na transferência de pacientes dos Prontos Socorros de Cuiabá e de Várzea Grande.

Por outro lado, as diretorias dos dois PSs informaram que o encaminhamento dos pacientes ocorre de acordo com a convocação. Pra bom entendedor...

COMEÇO RUIM

O Metropolitano é tido pela SES como a redenção do setor na Grande Cuiabá e o contrato com o IPAS foi bastante criticado pelo Sindicato dos Médicos, que vê na transação uma forma de privatizar o setor em MT.

O sindicato denunciou ao Ministério Público do Trabalho (MPT) supostas irregularidades na contratação de médicos.

A denúncia relata que o IPAS estaria contratando médicos por meio de contrato de prestação de serviço firmado com pessoa jurídica quando deveria ser regime de CLT.

Os Procuradores do Trabalho Marcela Monteiro Dória e Marco Aurélio Estraiotto Alves realizaram inspeção no Hospital Metropolitano no dia 05/08/2011 e constataram o fato.

Segundo o Diretor Administrativo do IPAS, " Há no contrato previsão de contratação de médicos pela CLT ou terceirizados, pessoas jurídicas "..

O Sindimed defende que a contratação dos médicos para trabalho no Hospital Metropolitano de Várzea Grande seja feita com base nas normas da CLT e que haja a celebração de acordo coletivo de trabalho, prevendo a regulamentação da relação de emprego. Ainda de acordo com o sindicato, há resistência por parte de algumas especialidades médicas em aceitar o contrato de adesão oferecido pelo IPAS, o que teria gerado um atraso no início dos trabalhos.

 











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