06.06.2011 | 13h09


CIDADES

Governo afirma que reivindicação é acelerada e sem sustentação jurídica

MAYARA MICHELS 11h57
DA REDAÇÃO

O Secretário de Administração do Estado de Mato Grosso, Cesar Zílio, afirmou nesta segunda-feira (6), que a reivindicação salarial por parte do Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil e Agentes Prisionais (Siagespoc) é acelerada e sem sustentação jurídica. "O argumento deles não é valido para uma reivindicação salarial. Eles tiveram uma restruturação salarial em 2008 e deveriam aguardar um pouco, pois tem categoria que estão recebendo este ano ainda", disse o secretário.

O secretario afirmou ainda que o estado não irá fazer a equiparação salarial da categoria neste ano de 2011. "Eles não vão receber mais nada neste ano, pois a cota de investimento do governo já foi encerrada. A restruturação deles foi feita em 2008, e a partir dai, todo ano estamos fazendo um reajuste salarial. No dia 1 de maio deste ano, eles receberam um reajuste de 15%", afirmou. O secretário aconselha que a proposta da reivindicação seja entregue ao governo para que, no início de 2012, seja analisada e votada.

O presidente do Siagespoc, Cledison Gonçalves, disse que a categoria quer equiparar o salário com os peritos criminais, que recebem R$ 6 mil. Segundo o sindicato, em 2008 todas as categorias tiveram a restruturação salarial. Além disso, um projeto de aumento salarial deverá ser votado ainda este ano para os delegados na Assembleia Legislativa. "Porque para os peritos e os delegados podem ser feita a restruturação salarial e para os escrivães e investigadores não podem", afirmou o presidente.

Por este motivo, o sindicato promove amanhã mais uma paralisação dos 1.760 investigadores e 380 escrivães da Polícia Judiciaria Civil de Mato Grosso, com a duração de 48 horas. A categoria reivindica o salário dos agentes que recebem mensalmente R$ 2.035,65, e buscam pelo reajuste que deve chegar até R$ 6 mil.

O sindicato pede o apoio dos deputados, para que façam intervenção com o governador. "Vamos buscar pelos direitos dos agentes. Precisamos equiparar o salário com outros setores. Os deputados precisam fazer uma ponte entre nós e o governador, já que alguns sindicatos conseguiram, apenas desta forma ser atendido", disse Gonçalves.

 

 











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