06.07.2011 | 17h29


CIDADES

Futuros médicos protestam pela baixa qualidade do curso da UFMT

INARA FONSECA   15h50
DA REDAÇÃO

Em greve há 30 dias, cerca de 60 estudantes de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) estão neste momento protestando no sinaleiro da Avenida Getúlio Vargas, em frente à Escola Estadual Liceu Cuiabano, em prol da melhoria na qualidade de ensino do curso. Revoltados com a falta de aulas práticas os estudantes gritavam pela avenida: "Como é que pode? Mais que medo! Sem aula prática só forma açougueiro".

Em 2009, a UFMT duplicou o número de vagas do curso de Medicina. Atualmente, ao invés de 40 são ofertadas anualmente 80 vagas. Segundo Manoel Vicente, aluno do 4° semestre de Medicina, a expansão foi realizada de maneira insensata e por motivos econômicos e políticos.

"Desde 2003 havia documentos que comprovavam que a duplicação do curso só seria possível se houvesse expansão da estrutura física e humana do curso, entretanto, a reitoria da UFMT e o diretor do curso de Medicina aprovaram a duplicação sem nenhuma mudança", explicou Manoel Vicente.

Segundo Andréia T. Teixeira, aluna do 3° semestre, os estudantes do 5° semestre de 2011 não tiveram nenhuma das 45 horas de aulas práticas de ginecologia e obstetrícia exigidas no plano pedagógico.

"É assustador que os alunos não tenham aulas práticas, daqui a quatro anos estaremos formados. Como chegaremos aos atendimentos?" questionou indignada Nathália Arevalo, estudante do 4° semestre.

De acordo com os alunos, reuniões com a reitoria e a diretoria do curso de Medicina da UFMT foram realizadas, mas nada foi feito.

Após a manifestação, os estudantes irão marchar até o Ministério Público do Estado de Mato Grosso onde entregarão documentos denunciando a falta de estrutura do curso de Medicina da UFMT.

 











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