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24.06.2011 | 17h34


CIDADES

Famílias acusam "sumiço" do cartão de celular e a falta de segurança

LARISSA MALHEIROS   12h46
DA REDAÇÃO

A suposta filmagem que comprovaria a ida dos adolescentes ao telhado do Shopping Pantanal na última terça-feira (21), desapareceu do celular de umas das vítimas. É o que afirma, ao RepórterMT o advogado Marcelo Ângelo de Macedo, que defende os envolvidos na queda de uma altura de 12 metros, no teto do centro comercial, que ocasionou a morte de dois adolescentes, Keiza de Souza, 12 anos e Marcelino Souza e Silva, 15 anos.

As famílias dos adolescentes ressaltam que as fotos tiradas e as filmagens feitas pelo celular da jovem Keiza, confirmariam que os jovens não estariam tentando burlar a entrada do cinema e sim com o propósito de filmar o local.

Segundo Marcelon, o cartão de memória do aparelho não foi entregue para família pelo Shopping, apenas o aparelho celular. "Eles entregaram o celular, porém sem o cartão de memória. Os jovens teriam gravado imagens do local e do passeio no shopping". O advogado questiona o "sumiço" do cartão.

A adolescente N.R, 13 anos, que escapou da queda, explica que todos passaram pela porta de emergência por curiosidade, e subiram no terraço com intuito de filmar o lugar. Ela garante que não pensou em ir ao cinema.

A jovem também assegura que, além de não avistar nenhuma placa sinalizando o impedimento da entrada na saída emergência, a escada que subiram para acesso ao telhado, também não era restrita. "Fomos conhecer o lugar, alguém já havia ido lá, não me lembro de quem. Mas em nenhum momento havia placa sinalizando que não podíamos entrar e que não podíamos subir", relata N.R.

Outra situação exposta pela família foi a provável omissão de socorro. Segundo a cunhada de Marcelino, Jeniffer Caroline Heinrich, o menino teve os dois pulmões perfurados e estava em estado grave. Ela relata que o menino poderia ser retirado do local sem socorro especializado, como o atendimento do Help Vida ou Samu. "Ele estava muito ferido, provavelmente quebrou a costela, como pode ser removido e levado para sala de seguranças e não diretamente para o hospital, isso não existe. O que aconteceu foi sim omissão de socorro", frisou a cunhada.

Um fato comentado pela cunhada é a afirmação que Marcelino já conhecia o local. "No dia do aniversário dele, dia 03 de junho, ele afirmou que conhecia um lugar lindo no shopping, disse que era o terraço".

A mãe de Keiza, Doracy Siqueira, disse que quando foi avisada, mencionaram que sua filha tinha sofrido um "machucadinho" e não havia nada de grave. "Eu quero justiça, se tivesse seguranças no local, isso poderia ter sido evitado".

 

 











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