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13.06.2011 | 14h05


CIDADES

Falta de atendimento do Samu pode ter ocasionado morte de porteiro

MAYARA MICHELS   10h47
DA REDAÇÃO

Vítima de um Acidente Vascular Encefálico (AVE) hemorrágico, o porteiro Célio José Moraes, morreu após ficar cinco dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do Pronto Socorro de Cuiabá. Na última segunda-feira (06), moradores do edifício onde trabalhava acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Saúde (Samu), porém foram informados que demoraria cerca de 30 ou até 40 minutos  para atender a ocorrência. A sindica foi quem levou o porteiro para o hospital.

Célio José teve convulsões e logo ficou inconsciente. Chegou ao Pronto Socorro em estado gravíssimo, teve o primeiro atendimento no Box de emergência e depois encaminhado para a UTI. Durante os cinco dias internado, teve três paradas cardíacas e passou por hemodiálise. No início da noite de sábado (11) teve falência múltipla dos órgãos.

Segundo o médico clínico cirurgião, Jair Gimenes, o primeiro atendimento feito por profissionais especializados é fundamental para um bom resultado na saúde de um paciente. "Até chegar ao hospital, o médico e os enfermeiros, podem ressuscitar um paciente. Entubam a vítima e dão toda a assistência necessária para o caso", explicou o médico.

Entretanto, o médico ressaltou que neste caso, como o Samu informou que não iria na hora, o melhor foi leva-lo com rapidez para atendimento. "No caso de um AVC, o atendimento médico deve ser com urgência para não ocasionar sequelas ou a morte. Apenas no caso de fratura a vítima não deve ser retirada do local sem a presença de uma equipe médica", informou Gimenes.

O diretor do Samu, Daud Jaber, informou ao RepórterMT que está ocorrendo demora no tempo de resposta para socorrer os pacientes, devido à reforma no Pronto Socorro de Várzea Grande. "Temos dez ambulâncias para atender a Baixada Cuiabana e há quatro meses, as vítimas estão sendo levadas apenas para o Pronto Socorro de Cuiabá. Não podemos chegar e colocar o paciente no chão temos que esperar o paciente ser atendido e transferido para um leito", explicou.

O diretor informou que falou com a equipe que atendeu ao chamado do edifício e foi informado que a moradora teria ligado apenas para pedir orientações e não pediu a ambulância, pois iria levar o paciente em seu próprio veículo para o Pronto Socorro.

 

 











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