24.05.2011 | 17h06


CIDADES

Estado "banca" apenas 10% dos leitos do sistema de Saúde

FERNANDA LEITE  16h20
DA REDAÇÃO

O secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry, defendeu hoje (24), a implantação do Sistema de Organização Social de Saúde (OSs), como solução de parte dos problemas da Saúde Pública de MT, durante debate na TV Record. Também participou a presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM), Dalva Alves das Neves, que discorda de Henry e diz que as OSs não farão mudanças.

Dalva defendeu que o Estado deve construir um hospital regional em Cuiabá por causa do pequeno percentual de responsabilidade que o Estado tem sobre leitos, apenas 10%. Outros 70% são da rede particular e 20% para o município . "É muito pouco, e as OSs não irão cuidar desta questão. A deficiência está no Estado em deixar por conta dos privados que pagam por uma cota de responsabilidade estadual.

Dalva citou como exemplo a Santa Casa de Misericórdia de Rondonópolis que atenderá a Unidade Intensiva Pediátrica de toda região Sul do estado. "Definitivamente não tem como. Não tem capacidade de atender a demanda, a região sul é grande. A santa casa, não tem condições de gerir a quantidade de pacientes que estão sendo transferido para a Santa casa", criticou Dalva.

Ciente do assunto, o secretário disse que prefere não polemizar. "Há uma carência e eu não quero tratar disso neste momento, falar sobre a quantidade de leitos que precisa é outra questão. Falo hoje em implantação de OSs".

Em Rondonópolis, acontece que o hospital foi contratado para entregar 500 cirurgias, e tem cinquenta leitos. O número não significa necessariamente o que eles têm que produzir", rebateu Henry.

Sobre as OSs, Henry disse que o modelo de gestão não irá gerenciar a Saúde Pública do estado, apenas dará sustentação como base de apoio em uma organização. "As organizações sociais são apenas uma ponta de todas as ações que estão sendo efetuadas em Mato Grosso", disse.

Além de incentivar a implantação de OSs, o Estado estuda mudanças de gestão em 32 hospitais de Mato Grosso. O presidente do Sindicato dos Médicos, Edinaldo Lemos, denunciou que o Hospital Bom Jesus não recebe o repasse municipal desde o começo de janeiro deste ano. " Isso é inaceitável, os hospitais privados não irão querer mais prestar serviços para os órgãos públicos", queremos saber para onde foi esse dinheiro", denunciou Lemos.

O Sindicato é contra a implantação das OSs e aponta que para minimizar o caos da Saúde na Capital é necessário um investimento em construção de leitos. "500 leitos e um hospital regional são condições mínimas para a sociedade", finaliza.











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