alexametrics
08.05.2011 | 21h25


CIDADES

Empresa investigada na “Operação Pacenas” reformará Aeroporto

FERNANDA LEITE   12h03
DA REDAÇÃO

A empresa EngeGlobal Construções Ltda, que já foi investigada na Operação Pacenas, ganhou ontem (5) em Brasília, o pregão eletrônico da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), para executar as obras do Módulo Operacional Provisório (MOP), referente ao setor de desembarque do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande.

O secretário-extraordinário de Estado de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, Francisco Vuolo, explicou que o relatório de questões jurídicas estão sob responsabilidade da (Infraero), que decidirá se a empresa que teve seu nome envolvido no escândalo será mantida. "O papel do estado é fiscalizar o prazo de execução das obras, que tem 150 dias para entrega", explicou Vuolo.

Entre as cinco empresas que disputaram o pregão, a EngeGlobal foi a que apresentou o menor lance de R$ 2,25 milhões, mesmo preço cotado para o custo da obra.Já as empresas Eurobravin Comércio e Serviços Ltda ME ofertou o lance de R$ 2,253 milhões e Ghimel Construções e Empreendimentos R$ 2.587.

A partir da segunda-feira (9) a empresa vencedora terá um prazo de 15 dias para apresentar documentos para efetuar a homologação do contrato. As demais participantes poderão apresentar algum recurso junto a Infraero se caso considerar o pregão inválido.

A empresa vencedora teve seu nome envolvida na Operação Pacenas, que detectou fraudes em licitações e obras custeadas com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Cuiabá e Várzea Grande no ano de 2009.

Relembre o caso-  A "Operação Pacenas" deflagrada em 10 de agosto de 2009 pela Polícia Federal, resultou na prisão de 11 pessoas envolvidas em fraude de processos licitatórios envolvendo recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).


Também foram expedidos 22 mandatos de busca e apreensão, sendo cinco em São Paulo, três em Goiânia e um no Distrito Federal e o 11 em Cuiabá.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o grupo fraudava licitações destinadas a selecionar empresas de construção civil que, com recursos oriundos do PAC, realizariam obras de saneamento básico em Cuiabá e no município de Várzea Grande. totalizando cerca de R$ 400 milhões.

 

 

 











COMENTÁRIOS

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

TV REPÓRTER

INFORME PUBLICITÁRIO

Bebe Prime