06.05.2011 | 15h38


CIDADES

Diretor afastado do PS "acusa" Galindo e Maurélio de prevaricar

DA EDITORIA             08h00

Após ser afastado das atividades de diretor Geral do Pronto Socorro de Cuiabá, o médico Jair Gimenez Marra revelou ao RepórterMT, tudo sobre o escândalo envolvendo vendas de lugares nas filas do Sistema Único de Saúde (SUS), para realização de cirurgias e também por desvio de medicamentos que estavam sendo retirados irregularmente da unidade.

O médico, que foi citado pelo Gaeco por prevaricação, ou seja, não praticar devidamente ato de ofício, disse que as investigações iniciaram em agosto de 2009 e sua gestão teve início em dezembro. Além disso, afirmou que quando soube do fato, comunicou o secretário de Saúde da época e toda administração do município, que preferiram não tomar atitudes contra os servidores para não atrapalhar as investigações.

"Assumi o cargo em final de dezembro de 2009, mas somente tomei ciência dela [investigação] quando 2 servidores foram convocados a depor no Gaeco. No início deste ano também fui convocado a depor e fui acompanhado por um Assessor Jurídico da SMS Cuiabá, representando os interesses da Secretaria. O Secretário Municipal de Saúde estava ciente das investigações e não foram tomadas medidas contra os servidores para não atrapalhar o curso das mesmas. Toda a administração municipal tomou ciência desta investigação", disse.

Gimenez foi enfático ao falar que seu afastamento não foi justo. "Quando assumi a Direção as investigações já estavam em curso, por este motivo não acho justo o afastamento preventivo e também não posso ser responsabilizado por uma situação que vinha ocorrendo, que foi confirmada através de técnicas de investigação somente permitidas aos serviços públicos de segurança (escuta telefônica).

Demostrando indignação o diretor afastado mencionou algumas situações em que vive o Pronto Socorro de Cuiabá. Como exemplo a estrutura e os recursos repassados pela prefeitura.

"O HPSMC está sucateado e mesmo assim atende uma demanda excessiva de pacientes, gerando muita angústia, desestímulo, descrédito, com pacientes, servidores e diretores. Apesar da Prefeitura de Cuiabá desembolsar, pelo menos até dezembro de 2010, cerca de 21% de suas receitas correntes líquidas com a Saúde, os recursos são insuficientes e por esta razão o HPSMC está subfinanciado, custando um valor entre R$ 3,5 a R$ 5 milhões de  por mês. O Diretor do HPSMC administra um caos, sem nenhuma autonomia financeira pois todas as aquisições são realizadas pela Administração Central da SMS, mesmo que se trate de um frasco de dipirona, uma agulha ou uma lâmpada", finalizou.

Na noite de ontem (05) o PS de Cuiabá voltou à cena nacional com mais um escândalo. O Jornal da Globo mostrou vídeo gravado por médicos, que mostra a unidade em caos, com esgoto saindo pela torneira e baratas nos banheiros. O vídeo foi feito antes da "reforma", mas deixou o prefeito e a cidade numa saia justa no cenário nacional. Chico Galindo (PTB), mal assessorado, apareceu na reportagem, com cara de paisagem, e não foi convincente nas suas explicações.

“O Sindicato dos Médicos mostrou algumas ações que realmente aconteceram, não temos que mentir para a sociedade, mas o que nós fizemos não foi mostrado. Reformamos o piso térreo, vamos entregar na terça-feira da próxima semana o piso inferior. Estamos trabalhando”, disse Galindo.

 

 











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