16.05.2011 | 11h21


CIDADES

Depois da carteirinha, Taborelli quer definir a roupa dos travestis

FERNANDA LEITE  10h07
DA REDAÇÃO

Depois de propor carteirinha de identificação para os profissionais do sexo que atuam na região do Zero Quilômetro em Várzea Grande, o comandante da Polícia Militar, coronel Pery Taborelli da Silva Filho, agora irá pedir aos travestis que policiem suas vestes. "Pedimos para que eles não mostrem suas genitálias, por que é constrangedor para a sociedade e impróprio para crianças que transitam nestes locais considerados pontos de prostituição", esclareceu.

O coronel disse também, que ficou acordado com os travestis, que os pontos de prostituição, como a entrada do bairro Potiguar e avenidas com grande fluxo de veículos como FEB, sejam retirada da rota de pontos. "Estamos levando ordem nestes lugares onde ninguém quer ir. E ainda, protegendo a segurança da população. Os profissionais do sexo concordaram com a nossa imposição", disse.

Já não bastassem as carteiras de identificação, o coronel também propõe um modo diferente de inspecionar um travesti. "É necessário consultar um manual em que ao abordar um travesti, não podemos chegar de qualquer forma", contou.

Taborelli relatou que moradores do bairro Potiguar anunciaram uma marcha na semana passada contra os travestis e prostitutas que trabalham naquele local. "Impedimos a população de agredir a categoria dos homossexuais e prostitutas, por que não é com violência que se resolve uma questão. A polícia agiu como um mediador entre o bairro e os profissionais", disse o coronel.

O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), há alguns dias, recriminou o comportamento do coronel. O deputado sugeriu que Taborelli monte um batalhão gay, ironizando a ideia de criar carteirinha de identificação para travestis da cidade.


Carteira de identificação

Taborelli disse que os travestis que atuam na região do Zero Quilômetro terão cadastro e carteirinha de identificação da Secretaria de Estado e Segurança Pública (Sesp), para assegurar que os políticos e empresários que frequentam o local não sejam agredidos ou sofram qualquer represaria. "Se existe travestis é por que tem pessoas que gostam da coisa. E a segurança tem que ser igual para todos", anunciou Taborelli.

 

 











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