21.05.2011 | 20h02


CIDADES

Demitido, servente é despejado e passa os dias na rua com a família

MAYARA MICHELS  19h00
DA REDAÇÃO

O servente de pedreiro Antônio José Moreira (23) tem vivido momentos difíceis em Cuiabá. Ele veio de Santa Inêz, no Maranhão, com a esposa (grávida) e a filha de dois anos,  para trabalhar na construção do Residencial Bonavita, que está sob a responsabilidade das empresas Brookfield Incorporações e a MB Engenharia. Devido o atraso de salário por parte da Konika Engenharia, empresa contratada para a prestação de serviços, o servente que há dois meses não recebe, foi despejado da casa alugada onde morava com a família.

Emocionado, o sevrnte contou que não tinha para onde ir quando recebeu o convite de uma tia para dormir com a família na casa dela, mas também a tia passa por dificuldades. "O problema é que o meu tio também trabalhava no Bonavita, então estou indo apenas para dormir, passo o dia todo na rua com a minha família, porque sei que eles também estão em crise", afirmou.

Passagens foram reservadas para que eles voltassem ainda hoje para a cidade natal, mas como o acordo de pagar o salário nesta sexta-feira (20) não foi cumprido, eles perderam o ônibus. "Não sei com que cara olhar pra minha tia e pedir pra fica mais alguns dias na casa dela. O problema é que não tenho um real e eles também. Não vejo a hora de ir embora dessa cidade", disse o servente.

Entenda o caso

A polêmica obra do Residencial Bonavita, que está sob a responsabilidade das empresas Brookfield Incorporações e a MB Engenharia, depois de ser paralisada pela 5º vez por decisão da Justiça Estadual, no dia 7 de abril, se envolveu em mais um escândalo nesta sexta-feira (20). Devido ao embargo nas obras, a empresa demitiu cerca de 243 trabalhadores sem o pagamento do salário dos dois últimos meses.

Os trabalhadores estão reunidos no pátio do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil de Cuiabá e Municipal, lutando para receber da empresa seus salários, além de rescisão contratual. Vale ressaltar que, por falta de segurança, dois trabalhadores já morreram na obra do Bonavita.

 











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