26.05.2011 | 12h08


CIDADES

Delegado confirma queda acidental de jovem arquiva inquérito

MAYARA MICHELS 10h38
DA REDAÇÃO

O delegado da Polícia Civil, João Bosco, que investiga a morte do jovem Suelme Vitor Evangelista de Moraes, de 26 anos, que caiu do mirante no último dia 22, informou que o inquérito deverá ser concluído nos próximos dias como sendo acidente. Os cinco amigos de Suelme que estavam na companhia do rapaz na ocasião, prestaram depoimento ontem (25), na delegacia de Chapada dos Guimarães. "As investigações apontaram que ele escorregou e caiu da pedra", disse o delegado.

Para a polícia a versão dos amigos são as mesmas. Gugu, como era chamado pelos amigos, desceu do "trampolim" para urinar, e ao virar o corpo para subir na pedra, escorregou e caiu. Uma das amigas viu o momento em que ele desequilibrou e caiu no precipício de mais de 150 metros de altura. "Aguardo pelo laudo do Instituto Médico Legal (IML), para anexar o inquérito e concluir. Como foi acidente, será arquivado", contou o delegado.
O resgate

O jovem caiu do penhasco às 16h do último domingo (22), e foi encontrado no outro dia às 10h. O corpo de Suelme estava cerca de 60 metros de onde caiu. Bombeiros tiveram dificuldades para encontrar e resgatar o corpo, já que a mata além de alta é fechada.

O corpo foi içado pelo helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas.

Enterro

O velório da vítima foi acompanhado por dezenas de amigos e familiares que se emocionaram. Os três filhos, de 6, 7 e 8 anos também prestaram a última homenagem ao pai. O sepultamento ocorreu no Parque Bom Jesus de Cuiabá.

Segurança no mirante

Até o momento, nenhum órgão se responsabilizou pelo local. O prefeito de Chapada, Flávio Daltro (PP), disse que a prefeitura não tem obrigação de monitoramento do local, devido aos embates judiciais que tramitam na justiça. O prefeito explica que quatro pessoas aparecem na ação como donos da área do Mirante. "A prefeitura irá aguardar os tramites jurídicos para se manifestar sobre a segurança dos visitantes, caso contrário a situação permanecerá como está", explicou Daltro.

Para o delegado é impossível cercar com grades todos os paredões que existem em Chapada . Até porque o problema não será resolvido, já que há pessoas que desrespeitam leis e atravessam a grade ou se penduram. "O que tem que ser feito é um trabalho de orientação aos turistas. Conscientizar as pessoas do perigo", explicou o delegado.

 

 











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