09.05.2011 | 16h54


CIDADES

Contratos irregulares na Saúde causam demissão em massa

DA EDITORIA 11h11

Muito choro e revolta marcou o início desta segunda-feira (09) para muitos trabalhadores da Saúde na Capital, que reivindicaram na porta da secretaria de Saúde as demissões que aconteceram na última sexta-feira(06), de 600 funcionários . As demissões teriam sido um pedido do prefeito Chico Galindo (PTB), que solicitou a redução de gastos na pasta. Os demitidos estão incluídos nos contratos irregulares, a secretaria fazia há mais de 10 anos pagamento para funcionários sem vínculo empregatício, com contratos vencidos, neste caso "funcionários fantasmas".

A funcionária demitida Sorilene Constância de Oliveira, que trabalhou 12 anos na Saúde do município, garante que nunca foi abordada para assinar nenhum contrato, destacando que a responsabilidade de renovar contratos é da secretaria, e enfatizou que vai lutar pelos seus direitos. "Quero saber depois de tantos anos como vai ficar meus direitos trabalhistas, até agora não nos deram resposta quanto a isso", afirmou.

Os funcionários demitidos foram selecionados em toda rede de municipal de saúde, no Pronto Socorro 124 , Atenção secundária (Policlínicas) 36, Atenção básica (PSF e Centro de Saúde) 30, Centro Odontológico 30 e outros órgãos vinculados como, Vigilância, Laboratório Lacec, Centro de Especialidades Médicas (Cem) e Central de Regulação. (não obtivemos os números de pessoas demitidas nestes locais).

Com as demissões o Banco de Sangue e a farmácia do Pronto Socorro de Cuiabá tiveram suas portas fechadas,por não terem funcionários que desenvolvam as atividades no local. Além disso, houve transtornos no atendimento da unidade que se encontra com apenas uma pessoa para fazer ficha dos pacientes.

As demissões de funcionários da Saúde já é um assunto bastante discutido desde a gestão da pasta anterior. Segundo informações, o ex-secretário de Saúde Maurelio Ribeiro não teria aceitado a imposição do prefeito Chico Galindo de demitir 100 funcionários, por isso pediu seu desligamento. Atualmente a secretaria de Saúde é gerida pelo "pupilo" de Galindo, Antonio Pires, que acatou as ordens do chefe e realizou a demissão em massa.

A secretaria de Saúde através da sua assessoria de Imprensa informou que foram apenas 175 demissões, não  justificando a causa. Já ex-funcionários afirmam que a lista é de 600 demissões.

 











COMENTÁRIOS

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

TV REPÓRTER

INFORME PUBLICITÁRIO