alexametrics
26.05.2011 | 11h39


CIDADES

Continua o impasse da greve dos médicos em Cuiabá

MAYARA MICHELS   09h19
FERNANDA LEITE

DA REDAÇÃO


Há três meses com ameaça de greve, os médicos adiam mais uma vez o início da paralisação. Desta vez o argumento foi a reunião com o governador Silval Barbosa(PMDB) , que estava prevista para acontecer ontem (26), e foi adiada para a próxima segunda-feira (30). Os médicos reivindicam a construção de um hospital regional com capacidade de mil leitos e condições dignas de atendimento à população. A greve prevista para hoje (26), foi suspensa.

Até o momento já foram mais de 5 indicativos de greve dos médicos, que iniciou em março. Dois por causa das condições de atendimento no Pronto Socorro, um pela administração do Hospital Metropolitano de Várzea Grande por Organizações Sociais de Saúde(OSS), outro pelo pedido do prefeito de Cuiabá Chico Galindo (PTB) ao Estado, para interver na administração do PS, que ocasionou na proposta de também uma administração por OSS e agora pela construção do Hospital.


O alarde da categoria tem causado bastante stress entre os governantes do município.O prefeito de Cuiabá revelou que o acordo com os médicos já vem acontecendo há um tempo. Deixando claro que o município está tomando várias providências para ajustar a questão da Saúde. "Estamos buscando de todos os lados ajuda para ajustar a saúde em Cuiabá e acalmar a todos que buscam pelo melhoria", disse Galindo.


O presidente do Sindicato dos Médicos do Estado, Edinaldo Lemos, disse que a categoria já tentou acordo com o município, mas reconhece que somente o governo pode ajudar na questão da estrutura de leitos hospitalares. Por este motivo solicita do governador a construção do Hospital. Além de afirmar que em momento algum a categoria reivindica aumento salarial. "O que pedimos é que o cidadão tenha condições mínimas de atendimento. Não queremos ver pessoas jogadas nos corredores, por causa da falta da leito", frisou.


Porém, Edinaldo não evitou críticas ao secretário de Estado de Saúde  Pedro Henry (PP) e secretário de Saúde de Cuiabá, Antônio Pires. "Henry só fala de Organização Social, e Pires não se posiciona concretamente sobre um determinado assunto e foge das responsabilidades", recriminou.

Caso o governador e a categoria não entre em um acordo, uma greve será realizada no mesmo dia. Devem continuar no atendimento 30% dos médicos nos casos de urgência e emergência do Pronto Socorro e Policlínicas.

 











COMENTÁRIOS

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

TV REPÓRTER

INFORME PUBLICITÁRIO

Bebe Prime