29.09.2011 | 10h27


CIDADES

Consumidor deve ir atrás das empresas para pagar contas

R7 08h00

Funcionários dos Correios e bancários estão em greve. Sem banco e com correspondências demorando mais tempo para chegar, cabe ao consumidor procurar formas alternativas de pagar as contas. Internet, caixa eletrônico, telefone, lotérica e até lojas e supermercados são opções.

O Procon-SP diz que não é recomendável ficar esperando as contas. A Fundação ProTeste diz que nenhum consumidor pode se valer da greve para simplesmente deixar de cumprir com suas obrigações. Então, a saída é procurar lojas, bancos e outros credores para negociar o pagamento.

A greve da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) começou no dia 14 e, duas semanas depois, ainda não há previsão de término. Por dia, a empresa movimenta 35 milhões de correspondências e, nas últimas duas semanas, praticamente 35% de todas as cartas que deveriam ter sido entregues neste período continuam atrasadas.

Os trabalhadores pedem melhorias dos benefícios e aumento do piso salarial para a categoria, de cerca de R$ 800 para mais de R$ 1.600.

Já os bancários entraram em greve nesta terça-feira (27) em quase todo o país - somente os trabalhadores de Roraima ainda negociam com as empresas sem cruzar os braços.

A greve interrompeu as atividades em 4.191 agências, segundo balanço final da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro). Somente na região metropolitana de São Paulo, estima-se que 21,1 mil trabalhadores tenham se juntado à paralisação, de acordo com o balanço parcial feito pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

Apenas os serviços essenciais como compensação bancária de cheques e outras transferências estão garantidos. O atendimento telefônico também continua disponível.

Para driblar as paralisações e conseguir pagar contas, o cliente tem como primeira opção o site das instituições.

Quem tem dívidas para pagar e não possui cartão para uso em caixa eletrônico, as lotéricas, lojas e supermercados podem ajudar, já que são correspondentes bancários e aceitam a quitação de diversas contas.

As empresas que enviam as cobranças por correspondência postal são obrigadas a oferecer outra forma de pagamento que seja viável ao consumidor, seja ela um boleto pela internet, por fax, por depósito bancário, entre outras. As credoras devem, inclusive, divulgar amplamente as alternativas disponíveis.

A Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) diz que há 179 mil caixas eletrônicos espalhados pelo país e mais de 165 mil correspondentes. Para localizar agências de qualquer banco em qualquer cidade, a Febraban oferece serviço de busca em seu site www.febraban.org.br/buscabanco.

No caso das contas de tarifas públicas como água, telefone, e energia, a orientação é para que o cliente procure as empresas que fornecem esses serviços para negociar uma saída. Além dos correspondentes, há o débito direto autorizado (que depois é liberado na conta-corrente pelo caixa eletrônico) e o débito automático que permitem o pagamento.

Se as contas estiverem atrasadas, o cálculo de taxas de multas é feito pelas próprias empresas e o valor extra vem na fatura do mês seguinte.

O cliente que precisar sacar dinheiro na boca do caixa deve entrar em contato por telefone com o banco e solicitar uma alternativa.

A ProTeste diz que a greve é um direito social garantido aos trabalhadores pela Constituição, mas as empresas nunca devem deixar de garantir aos consumidores a prestação dos serviços essenciais, como a compensação bancária de cheques e outras transferências.

Ainda entram nas categorias de serviços essenciais tratamento e abastecimento de água; produção e distribuição de energia elétrica, gás e combustíveis; assistência médica e hospitalar; distribuição e comercialização de medicamentos e alimentos; funerários; transporte coletivo; captação e tratamento de esgoto e lixo; telecomunicações; e controle de tráfego aéreo. Os serviços de entregas de correspondências não estão incluídos nesta categoria.

 











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