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31.05.2011 | 15h33


CIDADES

Compradores do Bonavita podem ter prejuízo de até R$ 112 mil

MAYARA MICHELS 8h22
DA REDAÇÃO


Os compradores do Residencial Bonavita podem ter um prejuízo de até R$ 112 mil por causa do impasse envolvendo o construtora Brookfield Incorporações, responsável pela obra, a prefeitura de Cuiabá e a Justiça.

A obra foi paralisada cinco vezes, por decisão da Justiça Estadual. A obra foi embargada por supostamente estar sendo erguida em área de preservação.

Devido à polêmica, o imóvel está sendo vendido pela construtora por R$ 3,2 mil o metro quadrado, quando o valor de mercado, em condições normais, segundo corretores, seria de R$ 4 mil. O apartamento de 140 m² custa hoje cerca de R$ 458 mil, R$ 112 mil mais barato que custaria numa obras semelhante e sem problemas com a Justiça.

Segundo o empresário, Fabiano Tavares, que comprou um apartamento no local, o atraso das obras também irá prejudicar todo o seu orçamento. Outra preocupação do empresário é o valor do imóvel. Ele teme que, caso seja devolvido o dinheiro, não ache outro empreendimento igual, pelo mesmo valor. "Comprei pelo preço e pela estrutura oferecida. Procurei outros na cidade com a mesma estrutura, mais não achei pelo mesmo valor, todos são mais caros. Meu prejuízo vai ser receber o dinheiro de volta, pois mesmo com os atrasos, o condomínio ainda me convém", disse o empresário.

Para o estudante de direito, Carlos Gomes, de 25 anos, o atraso nas obras é o que mais preocupa a família. O jovem estuda em uma faculdade próxima ao local e paga aluguel em um apartamento próximo ao shopping. "Meus pais moram no interior, eles compraram esse apartamento para os filhos morarem enquanto estiverem na faculdade. Mas se atrasar muito não vai valer mais a pena o investimento. Vamos gastar muito com aluguel", afirmou o estudante.

As obras do Residencial Bonavita, localizado nas proximidades do Shopping Pantanal, foram paralisadas no dia 7 abril. No mesmo dia, as vendas do empreendimento também foram paralisadas por ordem judicial. Ainda não há previsão para a volta da construção das obras. A empresa entrou com recurso no Tribunal de Justiça de Mato Grosso com o objetivo de obter um efeito suspensivo, o que garantirá o retorno das obras do empreendimento. Caso seja exigido o cancelamento do empreendimento, a já informou a todos os clientes que o dinheiro será devolvido de imediato.

Embargo

A pedido do Ministério Público Estadual, o Tribunal de Justiça, embargou a obra por 5 vezes devido o condomínio estar sendo construído dentro de Zona de Interesse Ambiental (ZIA), mas segundo a construtora, o projeto foi aprovado enquanto ainda estava na planta, e liberado pela prefeitura. Após alguns meses, foi criada uma lei, onde consta que atrás do empreendimento seria uma ZIA.

Para não ocasionar transtornos futuros, a empresa cancelou a construção da que seria a torre I, que seria a mais próxima da área, de preservação. Mesmo assim, o MP pede a demolição de um percentual de área construída que possa ter excedido o permitido pela legislação.

 

 











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