23.09.2011 | 10h10


CIDADES

Cirurgias no Pronto Socorro caem de 180 para 37 ao mês

MAYARA MICHELS   14h10
DA REDAÇÃO

O Secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry (PR), afirmou na manhã de terça-feira (21) que os Prontos Socorros de Cuiabá e Várzea Grande, estão de "complô" deixando de fazer as cirurgias de alta complexidade. Segundo ele, a gestão está deixando a desejar, sujando a imagem da saúde e tornando a produção de péssima qualidade. "Há dois meses o Pronto Socorro de Cuiabá realizava em torno de 120 e 180 cirurgias, atualmente está fazendo apenas 37 por mês", comentou Henry.

O secretário contou ainda que, o Prefeito de Cuiabá Chico Galindo (PTB) foi quem lhe informou sobre o baixo número de cirurgias no PS de Cuiabá. "Estou conversando com o prefeito tanto o de Cuiabá quanto o de Várzea Grande, que o problema é semelhante, e a única maneira de fazer funcionar os prontos-socorros é passar a gestão para o estado. Não conseguimos ver outra forma, o de Cuiabá recebe mais de R$ 3 milhões por mês só do Estado e a produção está pífia. É um absurdo", criticou.

Henry voltou a dizer que o Hospital Metropolitano só atende pacientes agudos, que não estão doentes, pois o local só tem 50 leitos, e tem que fazer 500 cirurgias ao mês. "Não podemos ficar com um paciente doente ocupando um leito por mais de 90 dias. No Metropolitano, os pacientes são operados e no máximo dois dias já são liberados", afirmou o secretário de Saúde.

Até que o Hospital das Clínicas seja inaugurado, em janeiro de 2012, as cirurgias de alta complexidade devem ser feitas nos prontos-socorros e nos outros hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o Pronto-Socorro de Cuiabá, afirmou que os procedimentos estão normais e que a fila de pacientes é justamente de pacientes crônicos, por isso a demanda sempre vai ser alta. A função do Pronto-Socorro é urgência e emergência, então os pacientes graves que vão chegando são atendidos com urgências, devido a isto, os pacientes crônicos vão ficando na fila de espera e sendo recusados pelo Metropolitano.

A assessoria afirma também que outro problema que faz com que a fila não diminua é os pacientes que chegam acidentados de moto. Chegam de 15 a 20 por dia no hospital, e como não pode apenas fazer a cirurgia ortopédica e liberar o paciente, pois estão machucados, os leitos ficam lotados, pois os pacientes ficam dias até meses no hospital.











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