23.05.2011 | 20h14


CIDADES

Capital trata apenas 28% do esgoto; Rio Cuiabá recebe o resto

INARA FONSECA   11h00
DA REDAÇÃO

O prefeito Chico Galindo (PTB) afirmou nesta sexta-feira (20) que Cuiabá ainda não possui um plano municipal de saneamento básico. Desde abril, a possível privatização ou terceirização da Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap) tem sido alvo de discussão entre políticos de cidade. De acordo com a Prefeitura, somente após a elaboração do Plano de Saneamento, Galindo irá se pronunciar sobre a questão da privatização. A expectativa da Prefeitura é que o plano fique pronto em julho. Hoje, mais de 70% do esgoto produzido pela cidade é jogado no Rio Cuiabá, sem tratamento algum.

 

Em abril (22), uma audiência na Câmara dos Vereadores de Cuiabá agitou tucanos e petistas. Na ocasião, os vereadores Antônio Fernandes (PSDB) e Lúdio Cabral (PT) se enfrentaram em plenária. O tucano pela privatização e o petista pela estatização da empresa.

 

Enquanto os políticos debatem, a população cuiabana padece pela falta de saneamento básico. Segundo a última pesquisa do Instituto Trata Brasil, no ranking de qualidade no serviço de esgoto, Cuiabá aparece na 55ª colocação. A capital mato-grossense aparece 41 posições atrás de Goiânia, 19 de Campo Grande e 46 de Brasília.

 

Nesta semana, moradores do bairro CPA III sofreram com o mau cheiro vindo da Lagoa Encantada que, segundo a Prefeitura, é normal devido à formação de lodo na lagoa facultativa da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).

 

Além disso, ambientalistas alegam que o rio Cuiabá está com os dias contados devido à alta dosagem de esgoto recebido. Segundo dados da Sanecap, apenas 28% de esgoto é tratado. "Hoje mais de 70% de todo esgoto produzido na Capital vai pro rio Cuiabá", confirmou Galindo.

 

Segundo o sanitarista Luiz Curvo, a ausência de saneamento é responsável pela proliferação de centenas de doenças que podem levar à morte. "Lançaram uma pesquisa dos benefícios econômicos da expansão do saneamento brasileiro, ela aponta que o SUS (Sistema Único de Saúde) economizaria R$ 745 milhões e salvaria 1.200 vidas por ano se o saneamento ocorresse de fato no Brasil", explicou.

 

Atualmente, a Sanecap possui um déficit de R$ 70 milhões. No último ano a empresa teve quatro presidentes diferentes: Eliana Rondon, Nezinho, Antônio Carlos Ventura Ribeiro e agora Aray Fonseca.

 

 











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