alexametrics
26.06.2011 | 09h23


CIDADES

Câmara forma comissão para "julgar"colegas presos na Operação Decoro

LARISSA MALHEIROS  08h26
DA REDAÇÃO

Depois de terem passado alguns dias em cárcere na Penitenciária Centrar de Cuiabá, antigo presídio Pascoal Ramos, os três vereadores de Sorriso, presos pela Operação Decoro, Chagas Abrantes, Gerçon Frâncio (o Jaburu) e Roseane Marques devem ser julgados por uma comissão da Câmara Municipal da cidade. A formação da comissão será montada hoje (26), numa reunião entre todas os parlamentares e assessores jurídicos da Casa de Leis. Na operação também foi presa a mulher de Chagas Filomena Abrantes.

Os vereadores vão avaliar o inquérito e denúncias feitas pelo Ministério Público que motivaram as prisões dos 3 vereadores e onde constam as acusações e pedidos de propina. Além de toda cópia do processo, a comissão as gravações e denúncias. Caso sejam julgados e condenados pela comissão, os três vereadores, poderão ser cassados.

Entenda o Caso:

No início do ano foi desencadeada uma investigação pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), na vida política de três vereadores que cobravam propinas de autoridades do município para aprovar projetos da prefeitura.

O promotor de Justiça Carlos Alberto Zarur da comarca de Sorriso, foi procurado pelo prefeito Chicão Bedin, narrando fatos graves que estariam acontecendo, envolvendo extorsão entre autoridades do legislativo municipal.

Conversas gravadas "afirmavam" que o prefeito da cidade, Chicão Bedin, e os secretários do poder executivo, Santinho Saler e Zilton Mariano, estavam sendo "chantageados" pelos vereadores. O promotor explicou que o vereador Chagas era o mentor das extorsões, e usava os demais para negociar propina com o poder executivo.

Na versão da denúncia eles cobravam de R$40 mil  a R$500 mil para a aprovação de projetos. Além de solicitarem favores em troca das aprovações, como exemplo, um emprego para o namorado de Roseane.

Outra chantagem é atribuída à esposa do vereador Chagas, a empresária Filomena Abrantes, proprietária da TV Record na cidade. Ela é acusada de negociar com o executivo também a aprovação de projetos, em nome de seu esposo, Chagas Abrantes, na época presidente da Casa de Leis, em troca da prefeitura fidelizar toda mídia naquele veículo de comunicação. Essa oferta era feita pelo fato da emissora sinalizar 64% de audiência na região, e Bedin não está indo bem em sua gestão.

O prefeito Bedin, depois que resolveu não aceitar a negociação, teve vários projetos e as contas de 2009 reprovados pela Câmara.











COMENTÁRIOS

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

TV REPÓRTER

INFORME PUBLICITÁRIO

Bebe Prime